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Os pacientes brasileiros agora têm três novidades para enfrentar o câncer de rim. Foram aprovados: o uso combinado dos remédios Ipilimumabe e Nivolumabe, da Bristol-Myers Squibb, e a medicação Cabozantinibe, da Ipsen, ambos para o tratamento de tumores renais metastáticos. Além disso, o maleato de sunitibe (Sutent), da Pfizer, foi aprovado para os tratamentos de pacientes com carcinoma renal de células claras, com alto risco de recidiva após a cirurgia.

A aprovação foi baseada no estudo clínico randomizado de fase III S-TRAC, do qual participaram 615 pacientes com alto risco de recorrência do após a cirurgia. Após cinco anos de tratamento, 59,3% dos pacientes não tiveram recorrência do câncer de rim ou morreram, enquanto que a taxa com placebo foi de 51,3%.

O remédio tem o potencial de inibir o crescimento e diminuir o tamanho do tumor, assim como de frear a progressão da metástase por interferir na angiogênese tumoral. Além das indicações para câncer renal, o medicamento é aprovado também para os casos de tumores estromais gastrointestinais (GIST) e os tumores neuroendócrinos pancreáticos.

Combo Ipilimumabe e Nivolumabe

Ambas os fármacos já são utilizados em outros tipos de tumor, separadamente ou mesmo em conjunto. Ambas são imunoterapias. O ipilimumabe é um anticorpo monoclonal anti-CTLA-4, resultando na ativação das células T, proliferação e infiltração dos linfócitos nos tumores, causando a morte das células malignas. Já o nivolumabe é um anticorpo que se liga aos receptores PD-1 e bloqueia as interações com PD-L1 e PD-L2. O receptor PD-1é um regulador negativo da atividade das células T. Com o bloqueio, há ativação das células T anti-tumorais.

A combinação desses fármacos diminuiu a probabilidade de morte em 37% entre pacientes com tumor renal avançado que não haviam sido tratados anteriormente. Os resultados foram observados em tumores renais avançados e mais agressivos.

Cabozantinibe

O cabozantinibe é um inibidor da tirosina kinase, envolvida no crescimento tumoral e na angiogénese.

Na pesquisa que garantiu a sua aprovação, o fármaco garantiu uma queda de 52% no risco de progressão da doença em pacientes avançados que não haviam sido tratados antes.

Ao contrário do combo Ipilimumabe e Nivolumabe, o Cabozantinibe também foi aprovado para o tratamento de segunda linha de tratamento.

Doença renal em números

De acordo com o levantamento Globocan 2018, da Organização Mundial da Saúde (OMS), a incidência do câncer de rim está em crescimento nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Foram registrados 403 mil novos casos de câncer renal em 2018, sendo duas vezes mais comum nos homens.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 6 mil novos casos por ano no Brasil. Foram registrados 403 mil novos casos de câncer renal em 2018, sendo duas vezes mais comum nos homens.

Existem diferentes tipos de câncer que acometem os rins. O mais comum é o carcinoma renal de células claras, que representa de 70% a 90% dos casos. É um tumor que raramente afeta os dois rins simultaneamente.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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