Confirmado dois casos de nova variante do coronavírus em São Paulo

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O Instituto Adolfo Lutz e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmaram nessa segunda-feira, 04 de janeiro, os dois primeiros casos da nova variante do coronavírus

Inicialmente, a variante havia sido identificada no Reino Unido, inclusive, em um dos casos confirmados, uma mulher de 25 anos, residente de São Paulo, afirmou ter tido contato com pessoas que passaram pelo país. Os sintomas apresentados começaram no dia 20 de dezembro e foram: tosse, dor de cabeça e garganta, mal estar e perda de paladar. A paciente foi testada por PCR no dia 22 de dezembro. Já o caso confirmado do homem de 34 anos, ainda está sendo investigado.

Linhagem B.1.1.7 do coronavírus

As contaminações foram confirmadas pelo Laboratório Estratégico do Instituto Adolfo Lutz após o sequenciamento genético ser encaminhado pelo laboratório privado Dasa. A linhagem do vírus já havia sido registrada em outros 17 países, apresentando mutações, afetando o comportamento do vírus no corpo humano e sendo 56% mais contagiosa, segundo o dado apresentado. Porém, não há confirmação que a nova cepa agrave casos ou seja resistente às vacinas já produzidas. 

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As mutações do SARS-CoV-2 

As variações do SARS-CoV-2 VUI 202012/01 são resultados das alterações no gene S e, como consequência, na proteína Spike (ou proteína S) viral, que media a entrada do vírus nas células do hospedeiro. Além do potencial de recrudescimento da pandemia, o fato da proteína S ser alvo tanto de testes diagnósticos quanto de candidatos de vacina é uma grande preocupação, já que a sua mutação poderia resultar em diminuição na eficácia de ambos.

Já o gene S é um dos principais alvos de amplificação de material genético pela técnica de PCR. Por esse motivo, testes diagnósticos que se baseiam somente na detecção deste gene, podem ter sua sensibilidade reduzida na presença da nova variante, gerando maior número de casos falso-negativos.

É importante destacar que a ANVISA pondera que os testes em uso no país utilizam mais de um alvo, simultaneamente, para detecção viral, o que reduz o impacto na sensibilidade. 

 

Referências bibliográficas: 

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