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Conheça a Nictofobia: o medo do escuro

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A noite e o medo sempre ocuparam a mente das pessoas. O anoitecer sempre veio carregado de fantasias que envolviam figuras sombrias, o assombro e o medo. Os horrores das noites escuras são apresentados em filmes de terror ou em fantasias infantis que queiram levantar enredo sobre o perigo. O medo do escuro faz parte do desenvolvimento normal da criança, tem relação com estar ou não sozinho. A proteção requerida pela presença faz com que crianças possam permanecer em qualquer lugar ao lado dos adultos, até no escuro. Mas quando o medo não é deixado de lado com o desenvolvimento começamos a ter um problema. Na atualidade um fenômeno vem chamando a atenção por muitas pessoas desenvolverem fobias diversas. E uma delas, é o medo do escuro ou Nictofobia.

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A Nictofobia é o medo não pretendido e irracional do escuro que ocorre em fases onde não deveria acontecer. O fenômeno pode levar a pessoa a diminuir a instrumentação de suas vida, ou seja limitar suas atividades diárias sentindo ansiedade, angústia e medo antecipadamente a falta de luz. A literatura sobre a temática é muito pequena, principalmente no Brasil. Mas com o aumento de diversas fobias, fenômeno ligado a ansiedade, a Nictofobia também vem se tornando um novo problema que as pessoas têm enfrentado. É importante enfatizar que o modelo de produção do trabalho que temos e a necessidade de consumo, faz com que as pessoas vivam com altos níveis de estresse. Ansiedade e Depressão vigoram entre os maiores problemas de saúde pública. Como as fobias têm ligação direta com os quadros de ansiedade, muitas delas vêm aumentando sua incidência.

Conheça a Nictofobia o medo do escuro

Causas

Mas afinal, por que pessoas possuem medo de escuro? Bom, muitas pessoas associam o medo de escuro ao medo de ficarem sozinha. Inclusive muitas pessoas não ficam no escuro sozinhas, mas dormem com seus pais, companheiros ou outras pessoas. Catalogado como um transtorno de ansiedade, a Nictofobia gera o sentimento de medo que pode não estar relacionado ao escuro em si, mas aos perigo que este em imaginário corresponde. O que ocorre no contexto da noite, seria algo sempre ruim e a presentificação de um futuro incerto e temeroso, faz com que as pessoas que possuem Nictofobia temam esse período. Um dos sintomas clássicos da doença é a ansiedade frente ao escuro. Torna-se um transtorno quando esta ansiedade se potencializa paralisando a pessoa em lugar onde não consiga desenvolver atividades ou sua condição instrumental no período noturno.

Com um desconforto significativo o transtorno pode provocar alguns sintomas indesejados, tais como:

  • Dificuldade de ficar em ambientes escuros;
  • Nervosismo e medo em ambientes escuros;
  • A pessoa não quer sair à noite;
  • Apresenta ansiedade leve nos períodos iniciais até grave em casos mais severos;
  • Pode ter sinais e sintomas proximais a uma crise de ansiedade, tais como: aumento da frequência cardíaca, tremor, sensação de desconforto, náuseas, dores de cabeça, diarreia etc;
  • Angústia e sensação de iminência de perigo que podem levar a pessoa a tentar fugir de ambientes escuros, ou permanecer por horas em locais claros com medo de passar ou ir por locais escuros;
  • Não sair do lar e dormir com a luz acesa com medo de acontecimentos que não condizem com a realidade;
  • Sentir raiva e tratar com austeridade pessoas que tentam incentivar o contato com o escuro ou com o anoitecer;
  • Nas crianças pode haver comportamentos como chupar dedo, urinar na cama devido ao medo, recusa de dormir sozinho. Lembramos que a de se avaliar o período e constância com que o mal se apresenta.

Tratamento

Os profissionais de saúde devem fazer o acolhimento e tentar sempre compreender os usuários do serviço de saúde, frente a seus sofrimentos psíquicos. Lembre-se que as doenças metafísicas, que não podemos ver ou mesurar são aquelas nas quais devemos valorizar mais ainda a voz do usuário do serviço, que detêm em natureza as informações para a construção do cuidado. Portanto, é importante saber a origem do problema. Neste caso o medo do escuro pode ter relações com acontecimentos compreendidos negativamente pela criança, ou associado as fantasias. Lembre-se que o medo irracional a objetos que não geram nenhum risco à pessoa é a caracterização de fobia. Para essas, temos que compreender que existe possibilidades terapêuticas. 

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A terapia cognitiva comportamental aparece no rol das mais utilizadas no tratamento das fobias. As técnicas de enfrentamento inda são amplamente utilizadas que consiste na experimentação programadas a sensação de ficar no escuro. Para isso, cabe ressaltar que deve ser assegurado uma ambiente seguro e com acompanhamento de profissionais. Medicamentos ansiolíticos são a principal terapia psicofarmacológico. Lembramos que construir um projeto terapêutico singular sempre será uma caminho para tratar a pessoa com singularidade e integralidade. Para esse último, é sempre importante compreender na linha de cuidado a equipe multiprofissional. Para mais, sempre seja empático e não negligencie esse grave problema que gera severo sofrimento psíquico.

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Referências Bibliográficas

  • Sadock BJ, Sadock VA, Ruiz P. Compêndio de psiquiatria: ciência do comportamento e psiquiatria clínica. 11ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.
  • Dalgalarrondo P. Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais. 3ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2018.
  • Li Y, Ma W, Kang Q, Qiao L, Tang D, Qiu J, Li H. Night or darkness, which intensifies the feeling of fear?. International journal of psychophysiology. 2015;97(1):46-57. doi10.1016/j.ijpsycho.2015.04.021
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