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estetoscópio médico em cima de prontuário de adolescente por consumo de álcool

Consumo de álcool entre crianças e adolescentes: o que recomenda a SBP?

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Os padrões de morbimortalidade tem sofrido modificações ao longo dos tempos; as principais causas de morte deixaram de ser por doenças infectocontagiosas para serem por aquelas relacionadas a mudanças no estilo de vida.

O consumo de álcool é um hábito prejudicial à saúde prevalente no mundo todo e inclusive entre crianças e adolescentes.

Consumo de álcool

O álcool é considerada a droga legal mais consumida por adolescentes no Brasil e em todo o mundo. Dessa fase até os 25 anos, ocorre um processo de desenvolvimento psiconeurológico em que a área frontal do cérebro ainda encontra-se em amadurecimento, aprimorando lentamente o pensamento abstrato, desenvolvendo a moral, reflexão de consequências e controle de suas atitudes.

O consumo de álcool prejudica o desenvolvimento cognitivo, emocional e social do indivíduo. E não raramente, o uso de álcool na infância e adolescência está associado a outros comportamentos de risco, como o uso de tabaco e drogas ilícitas, atividade sexual sem proteção e acidentes automobilísticos.

A principal causa de morte entre 16-20 anos são acidentes automobilísticos fatais associados ao álcool e é mais do que o dobro da prevalência em maiores de 21 anos. O jovem alcoolizado aumenta seu risco para violência sexual, exposição a doenças sexualmente transmissíveis e chance de gravidez.

Principalmente no verão, o álcool é comercializado sob diversas maneiras refrescantes, como sacolé, sorvete e picolé. Novos produtos alcoólicos não param de surgir e além de bastante atrativos, são de fácil acesso, mesmo para crianças e adolescentes.

Veja também: Saiba como abordar o alcoolismo em uma consulta

Embora no Brasil seja proibida a venda de produtos alcoólicos para menores de 18 anos, não é difícil burlar a lei e menores conseguirem adquirir bebida alcoólica, e seu consumo é comum tanto em casa, quanto em ambientes públicos, como acontece no Carnaval.

Muitas famílias brasileiras carregam a cultura de que o álcool não é um fator de risco à saúde e sim um elemento que agrega. Oferecer vinho diluído em água ou dar a “espuminha’’ da cerveja para a criança degustar, são práticas comuns e que não são consideradas prejudiciais ou que exerçam influências negativas na criança ou adolescente.

Todo adulto, seja membro da família, profissional da saúde ou um educador, exerce papel importante na orientação do adolescente, para que seja capaz de fazer escolhas que sejam boas para sua qualidade de vida.

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Recomendações da SBP

Frente a esses fatos, a Sociedade Brasileira de Pediatra (SBP) recomenda algumas ações:

  • Contar com pais, educadores e pediatras para que seja alertado as crianças e adolescentes sobre as consequências do uso precoce de álcool e outras drogas;
  • Alertar que a venda e o consumo de bebidas alcoólicas (incluindo sacolé, picolé e sorvete) são proibidas para menores de 18 anos;
  • Evitar o uso exagerado em festas de família, porque leva a banalização da alcoolização (“bebedeira’’);
  • Reforçar aos pais a não permitirem o consumo de bebidas alcoólicas no convívio familiar;
  • Estimular a conversa entre pais e filhos sobre a publicidade, que esconde os efeitos negativos e prejudiciais do álcool;
  • Estabelecer com o adolescente um telefone de contato em caso de emergência;
  • Priorizar nas políticas públicas e governamentais a educação em saúde e a proteção da criança e adolescente contra o uso precoce de álcool e outras drogas;
  • Instituir uma rede de apoio com pais e escola no planejamento de estratégias de prevenção e cuidados durante festas e outras atividades.

Leia ainda: Uso de maconha entre adolescentes na era do vape, nos EUA

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Referências bibliográficas:

Um comentário

  1. Avatar

    Post maravilhoso!

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