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Contaminação dos rios com antibióticos: uma preocupação mundial

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Antibióticos são muitas vezes a salvação dos pacientes, mas seu uso inadequado pode estar relacionado a diversas complicações, como aumento de resistência bacteriana, infecções por Clostridium difficile e alterações de microbioma. Esta semana, um estudo divulgado pela University of York revelou que esses efeitos negativos já se estenderam para o meio ambiente de um modo que ainda não imaginávamos: as concentrações de antibióticos encontradas em alguns dos rios do mundo ultrapassam os níveis “seguros” em até 300 vezes.

Antibióticos nos rios

Os pesquisadores buscaram 14 antibióticos comumente usados ​​em rios em 72 países em seis continentes. Os antibióticos foram encontrados em 65% dos locais monitorados, sendo o trimetropim o mais prevalente, detectado em 307 dos 711 locais testados. O ciproflaxacino, famoso no tratamento de infecção urinária, foi o composto que mais frequentemente excedeu os níveis de segurança, ultrapassando o limiar de segurança em 51 locais.

Os locais onde os limites “seguros” foram excedidos com mais frequência foram na Ásia e na África, mas os níveis foram preocupantes também em outros continentes. Houve correlação entre os locais de alto risco e proximidade com sistemas de tratamento de águas residuais, lixões de lixo ou esgoto e em algumas áreas de turbulência política, incluindo a fronteira israelense e palestina.

Os pesquisadores revelaram que a questão inspira preocupação, pois estes antibióticos são moléculas biologicamente ativas sendo descartadas em grande quantidade no meio ambiente. Esta situação pode ter grandes efeitos ecológicos e na saúde humana, incluindo o temido aumento da resistência aos antibióticos. Resolver o problema será um grande desafio, com necessidade de tratamento de adequado de resíduos, regulamentação mais rigorosa, além de limpeza de locais já contaminados.

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