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Cientista trabalha nos testes de medicamentos existentes que podem ser utilizados no combate ao novo coronavírus.

Coronavírus: testes in vitro com dois medicamentos mostram resultados eficientes

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Estão em andamento testes in vitro para descobrir um coquetel contra o novo coronavírus. Os resultados iniciais, realizados pelo Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, no interior de São Paulo, estão se mostrando eficientes.

Através de ferramentas avançadas de biologia computacional e inteligência artificial, os pesquisadores avaliaram cerca de dois mil fármacos já aprovados, conhecidos e comercializados.

Dentre os candidatos mais promissores ao tratamento de Covid-19 que foram submetidos a ensaios com células infectadas, dois se mostraram capazes de reduzir significativamente a carga viral, combatendo o vírus. Um deles apresenta desempenho numericamente comparável ao da Cloroquina.

“Estamos começando os testes in vitro com células reais para depois iniciar os testes clínicos. Os testes in vitro demoram ainda cerca de duas semanas para ficarem prontos. Já os resultados dos testes clínicos são mais demorados, dependendo de como os testes vão seguir”, afirmou Marcos Pontes, ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), durante o anúncio da pesquisa, no dia 6 de abril, na sede do CNPEM.

Eficazes e acessíveis

De acordo com o estudo, os medicamentos identificados pelos pesquisadores são acessíveis economicamente, bem tolerados em geral, comumente utilizados por indivíduos dos mais diversos perfis, sendo que um deles já está disponível na versão pediátrica.

Essa pesquisa in vitro vem sendo realizada há mais de 20 dias, estando em fase de testes complementares, que devem ser concluídas nas próximas duas semanas. Após essa etapa, serão realizados testes clínicos.

O funcionamento do coquetel vai acontecer de maneira parecida com o grupo de medicamentos que trata o HIV/AIDS.

Esses resultados relevantes podem ser potencializados quando reunidos em mais de um composto ativo para vencer as frequentes mutações do vírus. Portanto, é necessário um arsenal terapêutico, capaz de inibir diferentes alvos virais, como acontece no coquetel utilizado contra o HIV/AIDS.

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Sirius, o novo acelerador de partículas do Brasil

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais é responsável por operar quatro laboratórios nacionais. A instituição também é o berço do mais complexo projeto da ciência brasileira: o Sirius, que possui o novo acelerador de elétrons brasileiro. Somente a Suécia possui um acelerador de elétrons da mesma geração que o construído no Brasil.

Inaugurado no início de 2019, o aparelho é capaz de analisar a estrutura e o funcionamento de estruturas micro e nanoscópicas, como nanopartículas, átomos, moléculas e vírus. Explicando melhor, é como tirar um raio-X em três dimensões, e em movimento, de materiais e partículas extremamente pequenas e densas, como pedaços de aço e rocha, e até de neurônios.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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