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Covid-19: eficácia de duas doses da vacina em pacientes imunocomprometidos

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Pacientes imunocomprometidos são aqueles que apresentam uma supressão do sistema imunológico desencadeada por alguma doença ou medicação e que no cenário atual da pandemia por Covid-19 são aqueles mais suscetíveis a adquirirem a forma grave quando infectados. Além disso provavelmente não são capazes de desenvolver a mesma resposta imunológica promovida pela vacinação do que os pacientes sem comprometimento do sistema imune são.

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Vacina em imunocomprometidos

A fim de analisar a eficácia da vacina nesses pacientes, foram colhidas informações através da VISION Network, de hospitalizações de pacientes acima de 18 anos, com sintomas sugestivos da Covid-19 em 187 hospitais americanos no período de Janeiro a Setembro de 2021. A eficácia da vacina foi determinada como vacinação completa com duas doses da vacina com tecnologia anti-RNA mensageiro (Pfizer ou Moderna) e com a segunda dose administrada com mais de 14 dias em relação ao primeiro dia de internação.

Os pacientes imunocomprometidos foram definidos pela presença de pelo menos um fator listado pela Classificação Internacional de Doenças, 9ª e 10ª revisão, dentro das cinco categorias de imunosupressão: neoplasia maligna tumoral, neoplasia maligna hematológica, doenças inflamatórias ou reumatológicas, outras condições de imunodeficiência adquirida e transplantados. Não foi possível ter acesso as medicações tomadas pelos pacientes imunocomprometidos.

Os pacientes que não receberam duas doses completas da vacina, que receberam vacina da Jansen ou que receberam 3 doses da vacina foram excluídos do estudo.

Dos pacientes internados nesse período, 69.116 eram imunocompetentes sendo que 43% totalmente vacinados (42% Moderna e 58% Pfizer) e 20.101 imunocomprometidos com 53% totalmente vacinados (41% Moderna e 59% Pfizer). A idade média era de 70 e 68 anos respectivamente.

Conclusão

A eficácia da vacina mostrou-se menor em pacientes imunocomprometidos com um índice de 77% em comparação com 90% dos pacientes imunocompetentes. Em relação a marca da vacina, a vacina Moderna mostrou-se com uma eficácia maior de 81% comparada com 71% de eficácia da Pfizer em pacientes imunocomprometidos. Além disso, houve uma variação de eficácia em relação ao subgrupo específico de imunocomprometimento, mostrando-se mais eficaz em pacientes com doenças autoimunes (81%) e menos em transplantados de órgãos ou tecidos.

Saiba mais: FDA aprova 3ª dose de vacina contra Covid-19 para pacientes imunossuprimidos

Apesar de algumas limitações encontradas nesse estudo observacional, como a falta de acesso as medicações utilizadas pelos pacientes, pouca diversidade epidemiológica e a exclusão da vacina da Jansen por exemplo, pode-se concluir que os pacientes com sistema imunológico comprometido se beneficiam comprovadamente com a vacinação com tecnologia anti-RNA mensageiro, porém são menos protegidos para doença grave em comparação com pacientes imunocompetentes. Sendo assim, os pacientes desse grupo devem receber as duas doses da vacinação primária, uma terceira dose adicional além de um reforço posterior de acordo com as recomendações da CDC. Medidas de proteção não farmacológica como o uso de máscaras também deve ser realizadas e caso infectados por Covid-19 devem ter uma monitorização frequente, assim como a instalação de uma terapêutica precoce para que não evoluam para as formas graves da doença.

Referências bibliográficas:

  • Embi PJ, et al. Effectiveness of 2-Dose Vaccination with mRNA COVID-19 Vaccines Against COVID-19–Associated Hospitalizations Among Immunocompromised Adults — Nine States, January–September 2021. MMWR Morb Mortal Wkly Rep. 2021 Nov 5;70(44):1553-1559. doi: 10.15585/mmwr.mm7044e3
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