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Covid-19: IBGE divulga distribuição de UTIs, respiradores e profissionais de saúde no Brasil

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, no início deste mês, a distribuição de leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs), respiradores, médicos e enfermeiros por estados e regiões consideradas referência em atendimento de saúde de baixa e média complexidade referente aos dados de 2019, colhidos em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Confira os mapas interativos aqui.

Municípios com mais de 200 mil habitantes sem leito de UTI

Até 2019, o Distrito Federal contava com o maior número de leitos de UTIs do país, com 30 por 100 mil habitantes. Entre os estados melhores equipados também estão Rio de Janeiro (25), Espírito Santo (20), São Paulo (19) e Paraná (18).

Já Roraima possuía apenas quatro de leitos de UTI, o menor índice do país. Por consequência, o estado já contabiliza 83 óbitos pelo novo coronavírus no dia 21 de maio, além de 2.306 casos confirmados da doença, segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). Amapá e Acre (5 leitos), Amazonas e Piauí (7), e o Tocantins, Maranhão e Pará (8) também registraram os menores indicadores.

Em todo o Brasil, Vitória da Conquista, na Bahia, foi o município com mais de 500 mil habitantes com o menor índice de leitos de terapia intensiva: apenas onze. O município contabiliza 1221 casos notificados de Covid-19 e quatro óbitos, de acordo com o Boletim Epidemiológico atualizado no dia 22 de maio.

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Aliás, estão localizadas no Nordeste as regiões com mais de 200 mil habitantes que não possuíam nenhum leito de UTI até o ano passado, com destaque negativo para o Ceará.

Aliás, o estado registrou 2.305 óbitos por Covid-19 e 35.070 casos de indivíduos por Covid-19 até o dia 23 de maio, segundo a plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde (Sesa). Fortaleza, epicentro da pandemia no estado, já tem 19.517 pessoas com a doença e 1.573 óbitos.

Norte e Nordeste contam com menos respiradores

O cruzamento de dados também revelou a distribuição de respiradores pelos hospitais do país. O DF lidera com índice de 63 respiradores por 100 mil habitantes, seguido por Rio de Janeiro (42), São Paulo (39), Mato Grosso (38) e Espírito Santo (35).

Estados do Norte e Nordeste são, mais uma vez, os menos equipados com Amapá na liderança, com apenas dez respiradores. Piauí (13), Maranhão (13), Alagoas (15) e Acre (16) também estão em defasagem em mais este quesito.

Entre as regiões de atendimento de saúde com mais de 500 mil habitantes, Santarém, no Pará, contava com apenas sete respiradores por 100 mil até 2019. A região com maior população, mas nenhum registro de respiradores, foi Governador Nunes Freire, no Maranhão, que soma 149 mil habitantes.

DF tem a melhor distribuição de médicos e enfermeiros do país

Os dados mostram que, em 2019, o Distrito Federal também possuía a melhor distribuição de médicos do país, com 338 profissionais por 100 mil habitantes. Em seguida, vem São Paulo com 260 médicos na mesma comparação. Rio de Janeiro (248), Rio Grande do Sul (244) e Espírito Santo (223) fecham o grupo dos cinco estados com os melhores indicadores.

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Por outro lado, os estados com menos médicos estavam concentrados no Norte e no Nordeste. O Maranhão e o Pará registraram os menores indicadores, com 81 e 85 médicos por 100 mil habitantes, respectivamente.

Os números também mostram a distribuição de médicos em regiões com mais de 500 mil habitantes que possuem um polo de referência regional nos atendimentos de saúde de média e baixa complexidade. É o caso de Santarém, no Pará, que tem uma população de 786 mil habitantes e índice de somente 58 médicos por 100 mil habitantes. O município de Irecê, na Bahia, vem em seguida com 512 mil habitantes e 60 médicos.

Entre as regiões com mais de 100 mil habitantes, a situação é mais crítica nos municípios de Capitão Poço e Cametá, ambas no Pará, com índice de 22 médicos, e 24 médicos por 100 mil habitantes.

A distribuição de enfermeiros também é maior no DF. São 198 profissionais por 100 mil habitantes. Tocantins (178), Paraíba (149), São Paulo (143), Rio de Janeiro (140) e Rio Grande do Sul (138) também se destacam na comparação.

O Pará (76) tem o menor índice de enfermeiros, seguido por Alagoas (101) e Goiás (102) e Amazonas (103) por 100 mil habitantes.

A cidade de Marabá, também no Pará, possui o menor índice de enfermeiros entre aquelas com mais de 500 mil habitantes, com apenas 65 profissionais por 100 mil habitantes. Além disso, Belém também chama a atenção com apenas 84 enfermeiros a cada 100 mil habitantes.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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