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Jovens que utilizam os cigarros eletrônicos ou os vaporizadores têm de cinco a sete vezes mais risco de serem infectados pela Covid-19.

Covid-19: Jovens que usam cigarros eletrônicos têm até sete vezes mais risco de contrair a doença

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Jovens que utilizam os cigarros eletrônicos ou os vaporizadores têm de cinco a sete vezes mais risco de serem infectados pelo novo coronavírus, causador da Covid-19, aponta um estudo publicado na revista científica Journal of Adolescent Health, que entrevistou mais de 4 mil residentes nos Estados Unidos.

Os cigarros eletrônicos explodiram em popularidade entre adolescentes e adultos jovens nos últimos anos, gerando preocupações com o aumento do uso de nicotina e danos pulmonares.

Enquanto o uso de cigarros eletrônicos diminuiu em 2020 em comparação com o ano passado, cerca de 3,6 milhões de jovens relataram o uso atual de cigarros eletrônicos em setembro, de acordo com uma pesquisa Nacional de Uso de Tabaco pelos Jovens.

Segundo o estudo, a contínua epidemia de cigarros eletrônicos entre os jovens dos Estados Unidos contribuiu para o impacto da pandemia do novo coronavírus nacionalmente.

Leia também: Características de Injúria Pulmonar Relacionada ao Uso de Cigarro Eletrônico (EVALI) em adolescentes

Como foi realizado o estudo

Um grupo de pesquisadores da escola de Medicina da Universidade de Stanford aponta que a vaporização diminui a imunidade no trato respiratório. E mais: quem utiliza esses produtos tem mais contato da mão com a boca e o rosto, gesto que pode ser um facilitador da propagação do vírus.

Os dados foram coletados através de pesquisa online, em maio. Participaram 4.351 indivíduos, com idades entre 13 e 24 anos, que viviam nos Estados Unidos. Os dados foram cruzados com dados populacionais do país.

Os participantes responderam perguntas sobre se já haviam usado dispositivos de vaporização ou cigarro comum, e também se fizeram uso nos últimos 30 dias. Eles também responderam se já foram infectados pela doença, se realizaram o teste ou tiveram sintomas.

Os resultados mostraram que os jovens que usaram cigarros eletrônicos nos últimos 30 dias tiveram quase cinco vezes mais chances de apresentar sintomas de Covid-19, como tosse, febre, cansaço e dificuldade para respirar, do que aqueles que nunca fumaram ou vaporizaram.

“Esse estudo mostra claramente que os jovens que usam os vapes ou cigarros eletrônicos correm um risco elevado, e não é apenas um pequeno aumento no risco; é um grande problema”, disse o líder do estudo, Shivani Mathur Gaiha.

Resultados

Entre os participantes que foram testados para Covid-19, aqueles que já haviam usado cigarros eletrônicos tinham cinco vezes mais chances de serem diagnosticados com o novo coronavírus do que os não usuários. Já quem usou nos últimos 30 dias teve 6,8 vezes mais chance de testar positivo.

O professor de Harvard, David Christiani, que não faz parte da pesquisa, explicou em entrevista à agência Reuters que a vaporização pode afetar a imunidade no trato respiratório.

“A vaporização de líquidos prejudica a imunidade local no nariz e no resto do trato respiratório. Uma vez que essas defesas sejam prejudicadas, isso tornará as pessoas mais suscetíveis à infecção”, explicou David Christiani, professor de Harvard.

Saiba mais: Brasil registra casos de danos nos pulmões por cigarro eletrônico

Além de alertar adolescentes e jovens sobre os perigos da vaporização, os pesquisadores esperam que suas descobertas sirvam para aumentar mais as regulamentações sobre como os produtos de vaporização são vendidos aos jovens nos Estados Unidos.

“Precisamos regularizar esses produtos. E precisamos dizer a todos: se você for um vaper, está se colocando em risco de contrair a Covid-19 e outras doenças pulmonares”, enfatizou Bonnie Halpern-Felsher, autora sênior do estudo.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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