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Mosquito transmissor da febre do nilo ocidental.

Sétimo caso de febre do Nilo Ocidental registrado no Piauí

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No final de abril, o Piauí registrou mais um caso de febre do Nilo Ocidental, segundo informou a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) em seu site oficial.

Trata-se de um adulto jovem (sem o nome divulgado) que sofreu um quadro de meningoencefalite, sendo internado no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela (UDM), em Teresina.

Segundo a Sesapi, a internação aconteceu em fevereiro deste ano, quando o paciente, que mora na zona urbana de Água Branca, começou a sentir os primeiros sintomas durante uma viagem a São Paulo.

Este é o sétimo caso de febre do Nilo Ocidental diagnosticado no Piauí. Os outros seis casos eram de moradores das seguintes cidades do estado: Aroeiras do Itaim (2014), Picos (2017), Piripiri (2017), Lagoa Alegre (2019), Teresina (2019) e Amarante (2019). Também já foram notificados casos em animais no país, em Espírito Santo (2018), Ceará (2019) e São Paulo (2019).

Em 2017, ocorreu o primeiro e único óbito da enfermidade no Brasil, na cidade de Piripiri, em Piauí. Tratava- se de uma idosa, que não teve o nome divulgado.

Transmissão e sintomas

A febre do Nilo Ocidental é uma doença febril aguda causada por um Flavivírus, principalmente pela picada de mosquito do gênero Culex (pernilongo) e tem como reservatório aves silvestres.

Em humanos, essa infecção acontece através de aves silvestres migratórias, que também foram picadas pelo mosquito.

A infecção em indivíduos pode ser assintomática. Apenas 20% deles desenvolvem os sintomas, como febre aguda, anorexia, náusea, vômitos, dor nos olhos, cefaleia, dor muscular, exantema maculopapular e linfadenopatia. Podem ocorrer ainda manifestações neurológicas como encefalite, meningoencefalite e síndrome de Guillain-Barré.

O melhor teste para a obtenção do diagnóstico é o teste de anticorpos IgM contra o vírus do Nilo Ocidental em soro. O tratamento é sintomático, sem antivirais específicos. Os casos mais críticos precisam de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ainda não há vacina, mas estudos científicos estão em desenvolvimento.

Em 2003, foi criado o Sistema Nacional de Vigilância da Febre do Nilo Ocidental no Brasil, com base nas recomendações da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Leia também: Pesquisadores isolam vírus do Nilo Ocidental no Brasil

Notificação

De acordo com a Portaria nº 204/GM/MS, todos os casos suspeitos da febre do Nilo Ocidental, sejam em humanos, aves ou equídeos, répteis ou qualquer outro animal devem ser notificados ao Ministério da Saúde imediatamente, em até 24 horas após a suspeita inicial.

Estudo com parceria brasileira

Em 2018, um estudo revelou que uma das linhagens do arbovírus, causador da febre do Nilo Ocidental, é pouco virulenta e seus efeitos são essencialmente brandos.

Essa descoberta pode abrir portas para o desenvolvimento de uma vacina, uma vez que os vírus poderão ser utilizados para estimular as defesas do organismo.

O estudo é o resultado de uma colaboração entre virologistas do Instituto Pasteur de Dakar, no Senegal, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB /USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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