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Covid-19: o que são e o que falta para termos autotestes disponíveis?

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Desde o começo da pandemia, a importância da testagem em larga escala já era, reconhecidamente, uma das grandes estratégias para a contenção da propagação da Covid-19. Passados quase dois anos de pandemia, estamos, novamente, com um crescimento exponencial de casos devido a circulação de uma nova variante (Ômicron), que vem se mostrando muito mais transmissível do que as outras.

Em razão disso, a procura por testes e de atendimento médico aumentou vertiginosamente, fato comprovado pelas longas e demoradas filas em hospitais, centros de testagem, laboratórios e farmácias espalhados por todo o País. Todo esse panorama reacendeu a discussão sobre a possibilidade de comercialização dos chamados autotestes para a Covid-19 no Brasil, algo que já é realidade em grande parte do mundo, inclusive em alguns países da América Latina.

Leia também: Covid-19: Entidades médicas recomendam o uso do teste rápido de antígeno

Covid-19 o que são e o que falta para termos autotestes disponíveis

O autoteste

É um modelo de teste no qual o próprio paciente coleta o material, realiza o seu processamento e interpreta o resultado. Dessa forma, ele pode ser considerado uma variação do teste laboratorial remoto (TLR), do inglês point-of-care testing (POCT), ou teste à beira leito, onde o exame é executado em dispositivos compactos, de operação e interpretação rápida e fácil, que pode ser realizado fora do ambiente do Laboratório Clínico.

Para a Covid-19, o autoteste que é utilizado é capaz de identificar o antígeno do SARS-Cov-2, o chamado teste rápido de antígeno. Ele é exatamente o mesmo teste que é amplamente utilizado em Laboratórios, hospitais, clínicas e farmácias para o diagnóstico de pacientes na fase aguda da doença, preferencialmente coletado até o sétimo dia de sintomas.

A grande diferença é a sua apresentação e embalagem, que é individualizada. Esse kit contém, além de todos os materiais necessários (ex.: swab, tampão, dispositivo de testagem), uma bula com dados completos, englobando, dentre outros aspectos, os procedimentos necessários para a realização do teste e interpretação do resultado.

Por que ainda não temos esses testes disponíveis?

Devido às regras vigentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para a autorização e registro de autotestes utilizados em doenças infectocontagiosas de notificação compulsória, se faz necessária a elaboração de uma política de saúde pública estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Para tanto, é necessário a descrição de propósitos bem definidos e uma estratégia de ação, que considere, além de outros fatores, a usabilidade, medidas de segurança, educação da população, advertências, limitações, armazenamento, interpretação dos resultados e forma de notificação dos casos.

Mensagem final

Os testes rápidos de antígeno são uma boa alternativa ao RT-PCR (o ensaio padrão-ouro para a Covid-19), com a vantagem de gerar um resultado quase que imediato (cerca de 15 minutos), proporcionando condições para uma tomada rápida de decisão.

Esses autotestes podem ser uma ferramenta auxiliar importante na tentativa de frear a propagação do SARS-CoV-2, notadamente em momentos de alta desenfreada de casos e dificuldade de testagem.

Saiba mais: Covid-19: Anvisa alerta que testes para diagnóstico não atestam proteção vacinal

Importante destacar que todo esse processo de aprovação pelos órgãos sanitários deve ser feito com o máximo cuidado, levando em consideração o impacto de possíveis erros de execução e interpretação, avaliando os possíveis riscos e benefícios envolvidos nesse tipo de testagem.

No Brasil, já temos experiências bem-sucedidas (para outras finalidades) no que se refere aos autotestes. Um total de três dispositivos desse tipo são liberados pela Anvisa e amplamente disponíveis comercialmente: teste para gravidez, HIV e glicemia. Os da Covid-19, ao que tudo indica, podem ser os próximos dessa lista.

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