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Cientista trabalho no desenvolvimento de teste para detecção de infecção pelo Covid-19

Covid-19: Pesquisadores testam exame barato e rápido

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Mais um teste para a detecção do novo coronavírus está chegando. Desta vez, pesquisadores senegaleses testam um kit para a detecção do Covid-19 que custaria apenas 1 dólar e daria o resultado em menos de dez minutos.

Caso seja aprovado, a expectativa é de que o protótipo esteja disponível para a distribuição na África até junho, com fabricação no Senegal e Reino Unido.

Criação do protótipo do teste para Covid-19

O teste desenvolvido pelo laboratório DiaTropix, ligado ao Instituto Pasteur, e a Mologic, uma empresa de biotecnologia britânica, é semelhante a um teste de gravidez, possibilitando detectar infecções atuais, através da saliva, ou a infecções prévias, através de anticorpos.

“Não há a necessidade de um laboratório muito equipado. É um teste simples que pode ser realizado em qualquer lugar”, afirmou Amadou Sall, diretor do Instituto Pasteur em Dacar. Até mil testes podem ser analisados por dia e 4 milhões produzidos anualmente.

“É hora de reduzirmos os preços o máximo possível agora para podermos superar essa pandemia. O que estamos vendo, por causa da demanda muito alta, é a falta de recursos e cadeias de suprimentos que poderiam beneficiar os mais pobres do mundo. Isso é realmente importante porque, automaticamente, os preços são altíssimos, e não é uma igualdade de condições. O que estamos tentando alcançar aqui é fornecer dispositivos de alto desempenho e baixo custo que não lucram aqui, porque se lucramos aqui, apenas prolongamos essa pandemia”, diz Joe Fitchett, diretor médico da Mologic.

Atualmente, a maioria dos testes para diagnóstico do novo coronavírus utiliza a técnica PCR, que é oneroso e demanda tecnologia de ponta. Os testes em estudo no Senegal facilitariam a distribuição pela África.

Leia também: Ebola: OMS anuncia novo surto na República Democrática do Congo

Casos na África

Embora os especialistas alertem que ainda é muito cedo para comemorar, o desastre iminente previsto por John Nkengasong, diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), ainda não aconteceu.

No continente, o país mais afetado pela Covid-19 é a África do Sul, com 18 mil casos confirmados e 369 óbitos, segundo a Universidade Johns Hopkins. O Senegal já registrou 2,8 mil casos, com 30 óbitos.

Mais de 180 mil indivíduos já foram infectados pelo novo coronavírus nos 54 países africanos. Quase metade já se recuperou. A quantidade de óbitos pela Covid-19 no continente africano também é menor que no Brasil: 5.334 versus 37.134, até o dia 8 de junho. Os dados são da África CDC e do Painel Coronavírus.

Mas nem a Organização Mundial da Saúde (OMS) sabe ainda, ao certo, como explicar os baixos números de infectados africanos. Segundo especialistas da OMS que o rastreamento de pessoas que chegavam do exterior foi fundamental para conter a pandemia.

Segundo a União Africana, já foram realizados quase 2,4 milhões de testes. A meta é fazer dez milhões de testes nos próximos quatro meses.

Países como Senegal e Argélia estão desenvolvendo testes baratos e rápidos para traçar um retrato mais fiel da pandemia.

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