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vírus ebola em imagem de microscópio

Ebola: OMS anuncia novo surto na República Democrática do Congo

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Um novo surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) foi anunciado no início deste mês pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Já foram detectados seis casos da doença, com cinco óbitos.

Os novos casos estão ocorrendo em Mbandaka, localizada às margens do rio Congo, na província de Équateur, sendo capital da mesma, no oeste do país.

Localizado no centro da África, a RDC também enfrenta outros desafios de saúde pública, como a pandemia de Covid-19 e o maior surto de sarampo do mundo.

“Isso é um lembrete de que a Covid-19 não é a única ameaça de saúde que as pessoas enfrentam. Apesar de muito da nossa atenção estar na pandemia, a OMS continua a monitorar e responder a muitas outras emergências de saúde”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Veja mais: Dois novos medicamentos como opção no tratamento de Ebola

Outros surtos de ebola no país

Há menos de dois meses, a RDC estava prestes a declarar o fim oficial de uma epidemia de ebola no lado leste do país que durou quase dois anos e levou a óbito mais de 2.275 indivíduos. Depois de apenas dois dias, um novo caso foi encontrado e o surto não pôde ser declarado encerrado. Mas as autoridades dizem que está em seus estágios finais.

A cidade de Mbandaka também teve outro surto de ebola, o nono do país, de maio a julho de 2018, que matou 33 pessoas. Com esse novo anúncio da OMS, este passa a ser o décimo primeiro surto de ebola na RDC desde que o vírus foi descoberto na região, em 1976.

Segundo a OMS, é esperado que a RDC tenha surtos de ebola, dada a existência do vírus em animais em diferentes partes do país.

“Para reforçar a liderança local, a OMS planeja enviar uma equipe para apoiar o aumento da resposta. Dada a proximidade deste novo surto a rotas de transporte movimentadas e países vizinhos vulneráveis, devemos agir rapidamente”, informou a médica Matshidiso Moeti, diretora regional da OMS para a África.

A região onde está ocorrendo o surto é próxima à fronteira com a República do Congo (conhecida ainda como Congo-Brazzaville ou apenas Congo).

Entre 2013 e 2016, uma epidemia de ebola no oeste africano levou a óbito 11,3 mil indivíduos.

Casos de Covid-19 e sarampo

Até o dia 1º de junho, a RDC contabilizava 3.048 casos de Covid-19 reportados à OMS, além de 71 óbitos pela enfermidade.

Desde o ano passado, foram registrados 369.520 casos de sarampo e 6.779 óbitos pela doença no país.

Ebola: transmissão, letalidade e tratamento

O agente da enfermidade é um vírus da família Filoviridae, do gênero Ebolavirus. Até o momento, foram descritas cinco subespécies de vírus ebola, sendo que quatro delas afetam humanos e uma delas, apenas primatas não humanos:

  • Ebola (Zaire Ebolavirus), é o que apresenta a maior letalidade, podendo chegar até os 90%;
  • Sudão (Sudão Ebolavirus);
  • Taï Forest (Tai Forest Ebolavirus);
  • Bundibugyo (Bundibugyo Ebolavirus);
  • Reston (Reston Ebolavirus), este último afetando somente animais.

Leia também: Quais as possibilidades terapêuticas para manejo do ebola?

Transmissão

A transmissão acontece através do contato com sangue, tecidos ou fluidos corporais de animais e indivíduos ou cadáveres infectados, ou ainda a partir do contato com superfícies e objetos contaminados. Não há registro na literatura científica de isolamento do vírus no suor e pelo ar.

Não há transmissão durante o período de incubação, que ocorre somente após o aparecimento dos sintomas: febre, cefaleia, sangramento, fraqueza, diarreia, vômitos, inapetência, dor abdominal, odinofagia e manifestações hemorrágicas. O vírus ebola mata cerca de metade dos indivíduos infectados.

Tratamento

O tratamento se restringe ao controle dos sintomas e medidas de suporte/estabilização do paciente.

É recomendada a expansão volêmica, a correção dos distúrbios hidroeletrolíticos, a estabilização hemodinâmica, a correção de hipoxemia e a manutenção da oferta de oxigênio tecidual, além do tratamento de infecções bacterianas.

Não há casos registrados do vírus ebola no Brasil.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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