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Cuidados de enfermagem ao paciente em uso de quimioterapia nefrotóxica

Enfermagem, Saúde do Adulto e do Idoso
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Tempo de leitura: 2 minutos.

A toxicidade renal causada pelos quimioterápicos ocorre devido ao contato da droga com os rins. Quanto mais concentrada for a administração e quanto maior for o tempo de uso, maior é o dano renal. É importante o enfermeiro estar atento aos pacientes com a função renal comprometida, pois eles possuem maior risco de toxicidade em outros órgãos, durante o uso de quimioterapia.

Os quimioterápicos que provocam toxicidade renal são Ciclofosfamida, Ifosfamida, Bussulfano, Carmustina, Lomustina, Metotrexato (muito tóxica), Estreptozocina (muito tóxica), Cisplatina (muito tóxica), Carboplatina, Oxaliplatina, Asparaginase, Dacarbazina, Mitomicina, Mercaptopurina, Doxorrubicina (toxicidade rara), Daunorrubicina (toxicidade rara), Nitrosureias (toxicidade rara).

O paciente que desenvolve toxicidade renal pode apresentar como sinais e sintomas desequilíbrio hidroeletrolítico, oligúria, anúria, disúria, hematúria, edema periférico, aumento da pressão arterial, aumento da frequência respiratória; estase de jugular; aumento de peso; náuseas e vômitos; anorexia e dor lombar. Eles podem aparecer poucos dias após a administração do quimioterápico. O paciente pode desenvolver ainda insuficiência renal e síndrome hemolítico urêmica.

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Diante dos impactos que o tratamento quimioterápico pode acarretar para função renal, os cuidados de enfermagem são indispensáveis, tanto no sentido de prevenir como também manejar os quadros de toxicidade renal. Cada quimioterápico possui cuidados específicos. Entretanto, os cuidados gerais para prevenção e tratamento da toxicidade renal são:

  • Colher sangue para exames laboratoriais;
  • Avaliar dosagens séricas de eletrólitos, ureia, creatinina, clearance de creatinina, magnésio;
  • Pesar paciente diariamente;
  • Calcular superfície corporal do paciente e conferir dose prescrita do quimioterápico. Atentar para diluição dos quimioterápicos;
  • Realizar hiper hidratação venosa antes durante e depois (24 a 48 horas após) da administração do quimioterápico nefrotóxico;
  • Estimular hiper hidratação oral;
  • Medir diurese;
  • Realizar balanço hídrico;
  • Calcular débito urinário (ml/h);
  • Administrar quimioterápico somente se débito urinário estiver igual ou acima de 150 ml/h;
  • Administrar diuréticos conforme prescrição;
  • Realizar alcalinização da urina com bicarbonato de sódio, conforme prescrição;
  • Verificar pH urinário a cada 6 horas. Pacientes que fazem Metotrexato só podem receber o quimioterápico se pH urinário estiver acima de 6,5 em duas micções seguidas;
  • Orientar consumo de alimentos como leite, frutas e legumes que auxiliam a manter a urina alcalina;
  • Verificar nível sérico de Metotrexato, conforme protocolo da instituição;
  • Orientar o paciente a urinar com frequência;
  • Considerar com a equipe médica a suspensão do quimioterápico na presença de alteração da função renal;
  • Atentar para sinais de sobrecarga cardiopulmonar.

SAIBA TAMBÉM:

Além desses cuidados, o enfermeiro deve prescrever cuidados relacionados aos sintomas presentes, medidas não farmacológicas para alívio da dor e náuseas, além  de orientações sobre a condição clínica do paciente, cuidados realizados e técnica para coleta de urina de 24 horas para exames.

Autora: 

Referências bibliográficas:

  • Bonassa EMA, Gato MIR. Terapêutica Oncológica para enfermeiros e farmacêuticos. 4ªed, São Paulo, Editora Atheneu, 2012.
  • Consenso Nacional de Nutrição oncológica. Paciente pediátrico oncológico. Ministério da Saúde, INCA, Rio de Janeiro, 2014.
  • Smeltzer SC. Brunner e Suddarth, Manual de Enfermagem Médico-Cirúrgica, 13ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015.

One comment

  1. Avatar
    Nina Oliveira

    Ótima publicação. Gosto muito de estudar sobre os efeitos adversos da quimioterapia.

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