Desafios no tratamento das fraturas do quadril em pacientes utilizando anticoagulantes

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O uso de anticoagulantes orais de ação direta (AOAD) vem se tornando mais comum nos últimos anos. Muitos dos pacientes em tratamento com estes fármacos são idosos susceptíveis a fraturas associadas a traumas de baixa energia. A fratura do quadril é uma condição tratada de maneira cirúrgica mesmo em pacientes com saúde comprometida desde que esta não impeça a realização da cirurgia.

Perante fraturas em pacientes utilizando anticoagulantes orais de ação direta (AOAD) a decisão quanto ao melhor momento para cirurgia é tema de discussão. Desta forma AOAD causam atraso para a intervenção cirúrgica e limitam as técnicas de anestesia regional. A reversão do efeito das medicações quando disponível é também dispendiosa.

Um estudo recente foi publicado com o objetivo de comparar as estimativas de perda de sangue perioperatória e mortalidade entre pacientes que usam AOAD e pacientes não anticoagulados.

Leia também: Tratamento conservador de fraturas do quadril, qual é o desfecho esperado?

Desafios no tratamento das fraturas do quadril em pacientes utilizando anticoagulação

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Características do estudo

Trata-se de uma coorte retrospectiva de pacientes com idade superior a 65 anos com fraturas proximais do quadril tratados com redução fechada e fixação interna (n = 1143; uso de AOAD = 60) ou hemiartroplastia (n = 571; uso de AOAD n = 29). Foram registradas as características basais dos pacientes considerando idade, gênero, estado físico, classificação ASA, nível socioeconômico e tipo de cirurgia. O efeito do uso de anticoagulante na porcentagem de alteração da hemoglobina, probabilidades de receber transfusões de sangue e mortalidade em um mês e um ano foi avaliada separadamente para osteossíntese ou hemiartroplastia.

De acordo com as diretrizes na instituição em que este estudo foi realizado, os pacientes tomando Rivaroxabana e Apixabana foram operados após 24-36 horas da última dose nos pacientes com função renal normal. De forma similar, pacientes usando Dabigatrana foram operados após pelo menos 12-24 horas desde a última dose. Em ambos os grupos de drogas, nos pacientes com comprometimento da função renal a operação foi adiada até a diminuição dos níveis sanguíneos de medicamento abaixo da faixa terapêutica.

Conclusão

O resultado do estudo indicou que os pacientes que receberam anticoagulantes orais de ação direta tiveram alterações de hemoglobina perioperatória, taxas de transfusão e mortalidade semelhantes em comparação com indivíduos sem anticoagulantes em ambas as coortes. Pacientes fraturas proximais do quadril em uso de anticoagulantes orais de ação direta (AOAD) tratados com fixação tiveram um atraso maior para a cirurgia (40,2 +/- 26,9 vs 31,2+/- 22,2, p = 0,003) e maior mortalidade em um ano de pós-operatório (26,7% vs 16,1%, p = 0,015).

Saiba mais: Definição de infecção periprotética de quadril e joelho: quais os critérios?

O estudo conclui que o uso dos anticoagulantes de ação direta não foi associado a um aumento da perda sanguínea perioperatória ou mortalidade em comparação com os controles, no entanto, os pacientes utilizando estas medicações tiveram que esperar mais tempo pela cirurgia, que por si só é um preditor de mortalidade. Os resultados sugerem a necessidade de se avaliar reduzir o tempo de espera pela cirurgia em pacientes em uso de anticoagulação com o objetivo de minimizar o atraso da cirurgia.

Autor(a):

Referências bibliográficas:

  • Schermann H, Gurel R, Gold A, Maman E, Dolkart O, Steinberg EL, Chechik O. Safety of urgent hip fracture surgery protocol under influence of direct oral anticoagulation medications. Injury. 2019 Feb;50(2):398-402. doi: 10.1016/j.injury.2018.10.033
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