Oncologia

Diretriz de prevenção da infecção em pacientes com câncer é atualizada

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A American Society for Clinical Oncology e a  Infectious Diseases Society of America lançaram no dia 27 de novembro uma atualização na diretriz para prevenção da infecção em pacientes com câncer proveniente do  comprometimento imunológico causado por doenças imunossupressoras.

Leia mais: Dia Nacional de Combate ao Câncer alerta para prevenção da doença

As orientações visam combater a neutropenia causada pelo tratamento da neoplasia e são direcionadas a oncologistas, médicos de emergência, especialistas em doenças infecciosas, enfermeiros, etc.

Confira os principais direcionamentos para uso de antibioticoterapia profilática para a infeção:

1.1- Risco de neutropenia febril (NF) deve ser estratificado com base na história do paciente, nos fatores relacionados ao câncer e ao tratamento. Se necessário, um especialista em doenças infecciosas deve ser consultado. Nível de recomendação: forte.

1.2 – A profilaxia antibiótica com fluoroquinolona é recomendada para paciente com alto risco de NF ou com neutropenia profunda (A maioria dos pacientes acometidos por leucemia mielogênica aguda ou que receberam transplante de células-tronco hematopoiéticas). A profilaxia antibiótica não é recomendada para pacientes com tumores sólidos. Nível de recomendação: moderado

2.1 – É recomendada a administração de fluconazol via oral ou equinocandina via parenteral em pacientes cujo risco para neutropenia é grave ou a neutropenia é prolongada. Terapia antifúngica não é recomendada para paciente com tumores sólidos. Nível de recomendação: moderado

2.2 – Prevenção com administração de trimetoprim-sulfametoxazol deve ser realizada em pacientes  que estão sob quimioterapia cujo percentual de risco para pneumonia pelo Pneumocystis jirovecii é > 3,5%. Nível de recomendação: forte

3.1: Pacientes soropositivos portadores do Herpes simplex (HSV-1) que estão em tratamento para a leucemia ou receberam transplante de células-tronco hematopoiéticas devem ser medicados com fármacos análogos de nucleosídeos. Nível de evidência: forte

3.2: Tratamento com inibidores da transcriptase reversa é recomendável para pacientes com alto risco de reativação do vírus da hepatite B. Nível de recomendação: moderado.

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Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

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Publicado por
Roberto Caligari
Tags: câncerhiv

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