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Disfunção erétil: diagnóstico e tratamento

Tempo de leitura: 2 min.

A maioria dos profissionais de saúde e até os leigos sabem a definição dessa condição que assombra tanto o imaginário do sexo masculino. Disfunção erétil é a incapacidade de se obter e/ou manter uma ereção adequada.

Alguns pacientes apresentam um quadro leve de forma que conseguem obter a ereção porém ela não é mantida. Outros possuem um quadro moderado, em que se perde a rigidez peniana logo após a penetração. O quadro grave, por fim, é uma condição que não se consegue nem obter um enrijecimento.

Leia também: Nova cirurgia para disfunção erétil é testada no Brasil

Essa intensidade dos sintomas pode ser estratificada com a aplicação da International Index of Erectile Function (IIEF-5):

  • Como classifica a sua confiança em conseguir ter e manter uma reação?
  • Durante as relações sexuais, com que frequência foi capaz de manter a sua ereção após a penetração?
  • Durante as relações sexuais, qual foi a dificuldade que teve em manter a sua ereção até o fim da relação sexual?
  • Quando tentou ter relações sexuais, com que frequência se sentiu satisfeito?
  • Quando teve ereções com estimulação sexual, com que frequência as ereções foram suficientemente rígidas para conseguir penetração?

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 Como se explica a disfunção erétil?

 

Outros fatores estão relacionados à ereção, como fatores neurológicos (informações sensoriais, informação sensorial e motivacional do lobo frontal, liberação de neurotransmissores, participação do sistema autonômico) e hormonais.

Para retorno a condição de flacidez, deve existir degradação da GMPc, realizada pela PDE-5, a enzima fosfodiesterase-5.

Quais são as causas principais?

  • Doenças: DM (75%), esclerose múltipla (71%), insuficiência hepática (70%), doença de Alzheimer (53%), doenças ateroscleróticas (56%), DRC (45%), DPOC (30%), AVE, TRM.
  • Cirurgias: prostatectomia radical, cirurgias oncológicas.
  • Drogas: maconha, anti-hipertensivos, vasodilatadores, álcool, heroína, cocaína, barbitúricos, antidepressivos, AINEs, hipoglicemiantes.

Também fazem parte fatores psicogênicos que podem ser causa isolada ou podem se combinar a fatores orgânicos.

Sequelas do priapismo, a placa fibrose determinada pela doença de Peyronie, traumas penianos e neoplasias também podem ser causa da doença.

Como realizar o diagnóstico?

História clínica + Exame físico + Avaliação psicológica + Exames laboratoriais e de imagem para descartar doenças orgânicas.

Existe um teste de ereção fármaco-induzida. Através dessa estratégia, realiza-se injeção intracavernosa de drogas vasoativas para avaliar extensão de tecido com capacidade de ereção mantida. Além disso, veremos que existe terapia intracavernosa como abordagem de forma que esse teste permite titulação de dose. Pode-se também através da avaliação da resposta a injeção da droga, se parcial ou total, os possíveis fatores etiológicos.

Saiba mais: Mais de 50% dos homens com diabetes têm disfunção erétil

 Como realizar o tratamento? Quais são as estratégias?

  • Eliminação dos fatores de risco modificáveis: evitar tabagismo/etilismo/drogas; avaliar medicamentos que podem ser causa de disfunção erétil e podem ser suspensos; realizar tratamento da DM, HAS, dislipidemia; controlar o peso; tratar fatores precipitastes de ansiedade e estresse.
  • Medicamentos: inibidores da PDE-5 responsável pelo retorno do pênis ao estado de flacidez, como o citrato de sildenafila (Viagra ®), a tadalafila (Cialis ®). Deve ser administrado 40 minutos – 1 hora antes da relação sexual.
  • Administração de drogas por via transuretral
  • Injeção de prótese peniana
  • Cirurgia

Autor(a):

Referências bibliográficas:

  • Wein AJ, et al. Campbell Walsh Urologia. Rio de Janeiro: Elsevier. 2019.
  • Bellucci CHS, et al. Urologia MEDCEL. São Paulo: Medcel. 2019.
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Publicado por
Caroline Mafra de Carvalho Marques

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