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Emergências em pediatria: depressão, ansiedade e a relação com asma

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A asma é uma doença crônica comum na infância, responsável por 1,7 milhões de idas ao departamento de emergência (DE) anualmente nos Estados Unidos. Ansiedade e depressão também são causas cada vez mais comuns de visitas aos DE e são condições comuns de saúde mental pediátrica. Estima-se que a prevalência de ansiedade esteja entre 6 a 13% em pacientes pediátricos com menos de 18 anos de idade, e a prevalência de depressão varia de 2% em crianças pré-púberes a 5 a 8% em adolescentes.

Os diagnósticos de ansiedade e depressão frequentemente ocorrem juntos em pediatria. Estudos em adultos com asma sugerem que um diagnóstico de ansiedade ou depressão está associado a um maior uso dos cuidados de saúde relacionados à asma. No entanto, essa associação entre ansiedade e depressão e aumento do uso desses cuidados relacionados à asma ainda não havia sido avaliada em crianças.

Avaliar essa associação em pacientes pediátricos com asma foi o objetivo do estudo Depression, Anxiety, and Emergency Department Use for Asthma, de Bardach e colaboradores (2019), publicado na revista americana Pediatrics.

Depressão e ansiedade em pacientes asmáticos

Os pesquisadores identificaram pacientes asmáticos com idades entre seis e 21 anos através do Massachusetts All-Payer Claims Database, de 2014 a 2015, usando os códigos de Classificação Internacional de Doenças, Nona e Décima Revisão (International Classification of Diseases, Ninth and 10th Revision).

Os autores avaliaram a associação entre a presença de ansiedade, depressão ou ansiedade e depressão concomitantes e a taxa de visitas aos DE relacionadas à asma por 100 crianças-ano usando análises bivariadas e multivariáveis com regressão binomial negativa.

Resultados

  • Foram identificados 65.342 pacientes com asma. Destes pacientes, 24,7% tiveram diagnóstico de ansiedade, depressão ou ambos (11,2% apenas de ansiedade, 5,8% apenas de depressão e 7,7% ambos);
  • A taxa geral de uso do DE relacionada à asma foi de 17,1 consultas por 100 crianças-ano [intervalo de confiança de 95% (IC 95%): 16,7–17,5];
  • Controlando por idade, sexo, tipo de plano de saúde e outras doenças crônicas:
  • Os pacientes com ansiedade tiveram uma taxa de 18,9 (IC 95%: 17,0-20,8) visitas aos DE por 100 crianças-ano;
  • Os pacientes com depressão tiveram uma taxa de 21,7 (IC 95%: 18,3–25,0) visitas aos DE por 100 crianças-ano;
  • Os pacientes com depressão e ansiedade apresentaram uma taxa de 27,6 (IC95%: 24,8–30,3) visitas aos DE por 100 crianças-ano;
  • Essas taxas foram mais altas que as dos pacientes que não tiveram diagnóstico de ansiedade ou depressão (15,5 visitas por 100 crianças-ano; IC95%: 14,5-16,4; P, 0,001).

Leia também: Montelucaste e eventos neuropsiquiátricos em crianças com asma

Conclusão

Barache e colaboradores (2019) concluíram que crianças com asma e ansiedade e/ou depressão apresentam taxas mais altas de uso dos DE relacionadas à asma em comparação com aquelas crianças sem esses diagnósticos psiquiátricos.

No entanto, são necessárias mais pesquisas para determinar se a coordenação intensiva de gestão e cuidados para pacientes pediátricos com asma com ansiedade e/ou depressão pode reduzir esse aumento da dependência de cuidados de emergência.

Autor:

Referências bibliográficas:

  • BARDACH, N. S. et al. Depression, Anxiety, and Emergency Department Use for Asthma. Pediatrics, v.144, n.4, e20190856, 2019.

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