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Escore de cálcio

Escore de cálcio é confiável para estratificar risco cardiovascular?

Tempo de leitura: 2 minutos.

As doenças cardiovasculares permanecem ainda hoje como a principal causa de morte no mundo. Passamos pelos períodos de otimizações terapêuticas com os avanços da dupla antiagregação e da anticoagulação, bem como o uso de stents farmacológicos e da early detection (identificação precoce do quadro agudo de infarto agudo do miocárdio [IAM]) e hoje estamos no campo da prevenção de eventos cardiovasculares.

Um dos pontos que tem sido alvo dos debates é a prevenção do IAM pela detecção precoce do processo aterosclerótico, o que nos permite alinhar uma estratégia individualizada para cada paciente, através de uso de medicações e mudanças no estilo de vida.

Para não haver confusão, que esteja bem claro que todos os pacientes sintomáticos, ou que tiveram algum evento cardiovascular (IAM, AVC, etc.), devem passar por avaliação e investigação da causa-base do evento em questão. Isso é chamado de Prevenção Secundária.

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O nosso ponto aqui é a Prevenção Primária, ou seja, naqueles pacientes assintomáticos e que nunca passaram por um evento cardiovascular, mas que devido a fatores de risco e estilo de vida, podem estar mais propensos às cardiopatias.

Um dos principais pontos utilizados para rastreio de doença aterosclerótica nos pacientes assintomáticos é o Escore de Cálcio (EC). Este exame nada mais é do que um teste tomográfico sincronizado a um eletrocardiograma que quantifica a presença de calcificação dos vasos coronários, sem a necessidade de uso de contraste endovenoso e/ou oral. O EC classifica a presença de cálcio em Unidades Agatston e coloca o paciente em uma curva de percentil em relação aos demais indivíduos.

A elevação isolada do EC já é um fator preditor importante de evento cardiovascular e já reclassifica o paciente de moderado para elevado risco cardiovascular. Além disso, um valor elevado do EC também é indicativo de prosseguir-se com a investigação de isquemia coronariana silenciosa.

Em suma, o EC é uma excelente ferramenta para estratificação de risco cardiovascular, bem como a reclassificação de risco do paciente. Além disso, há melhora na acurácia na predição de eventos cardiovasculares quando combinado EC e o Escore de Framinghan, tornando-se então uma ferramenta de detecção de aterosclerose subclínica em pacientes assintomáticos de altíssima validade.

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Referências:

  • McClelland RL, Chung H, Detrano R, Post W, Kronmal RA. Distribution of coronary artery calcium by race, gender, and age: results from the Multi-Ethnic Study of Atherosclerosis (MESA). Circulation. 2006
  • Yeboah J, McClelland RL, Polonsky TS, Burke GL, Sibley CT, O’Leary D, et al. Comparison of novel risk markers for improvement in cardiovascular risk assessment in intermediate-risk individuals. JAMA. 2012

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