Estatina venosa durante o infarto do miocárdio é eficaz? - PEBMED

Estatina venosa durante o infarto do miocárdio é eficaz?

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A estatina é um medicamento com diversos benefícios cardiovasculares, ela atua na redução da progressão da placa aterosclerótica, além de reduzir a inflamação e os níveis de LDL colesterol. A droga já provou seu benefício quando utilizada em altas doses na doença arterial coronariana aguda, entretanto o tempo ideal e o regime da administração parecem incertos.

Os estudos com estatina pós-infarto e pré-procedimentos invasivos nas coronárias são conflitantes em reduzir eventos cardiovasculares maiores em 30 dias. Entretanto, pode ser vista uma redução no tamanho do infarto e na apoptose celular caso a estatina seja administrada precocemente. Esse efeito se daria independentemente da redução do LDL colesterol, pelas propriedades anti-inflamatórias da droga e ativação de enzimas cardioprotetoras.

Diante desses fatos um grupo de pesquisadores resolveu testar os efeitos da atorvastatina injetável durante o infarto do miocárdio em comparação a atorvastatina oral após o evento.

Leia também: Qual o risco x benefício das estatinas em idosos?

Paciente passando por infarto do miocárdio e equipe médica preparando a injeção de estatina

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Características do estudo

É importante frisar inicialmente que o experimento foi feito em porcos, com isquemia induzida (através de um balão na artéria descendente anterior) e que receberam dieta hipercolesterolêmica 10 dias antes do evento.

O estudo separou os animais em 3 grupos, cada um com 7 animais, o primeiro grupo recebeu atorvastatina venosa durante o infarto (0,5 mg/kg), enquanto o segundo grupo recebeu apenas o veículo da injeção, sem a droga. Já o terceiro grupo recebeu atorvastatina oral após o infarto (1 mg/kg). Após o evento inicial os animais do grupo 1 e 3 receberam atorvastatina oral por 42 dias, enquanto o grupo 2 recebeu placebo.

A avaliação dos danos do infarto e do remodelamento foram avaliados através de ressonância cardíaca no terceiro e quadragésimo segundo dia. Foram levados em conta padrões de remodelamento, fibrose, cavidades das câmaras entre outras variáveis.

Houve também a coleta de amostras de sangue para a avaliação de lipídeos, citocinas inflamatórias e o perfil hepático.

Resultados

O resultado foi uma redução de 10% do tamanho do infarto no grupo da estatina venosa em relação aos outros grupos. Além de 50% de preservação do miocárdio. No 42º dia houve redução da cicatriz do infarto nos grupos que receberam estatinas. Entretanto, o grupo da estatina venosa teve 24% a mais de redução. Além de apresentar menor prejuízo a função miocárdica e um perfil inflamatório melhor do que o grupo que utilizou placebo.

Conclusão

Ainda que a terapia para o infarto reduza a mortalidade dos pacientes, a insuficiência cardíaca ainda é uma desagradável consequência que temos de encarar devido ao remodelamento cardíaco. Apesar desse estudo ter sido conduzido em animais e não mostrar desfechos clínicos, ele mostra que a estatina venosa, administrada no momento do infarto é uma opção promissora ao menos para reduzir os impactos negativos sobre o infarto no músculo cardíaco.

Autor(a):

Referências bibliográficas:

  • Mendieta G, et al. Intravenous Statin Administration During Myocardial Infarction Compared With Oral Post-Infarct Administration. J Am Coll Cardiol. 2020 Mar; 75 (12) 1386-1402.

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Um comentário

  1. SERGIO RICARDO CARVALHO COSTA

    Eu já tinha pensado no uso da estatina no covid, fase inflamatória!

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