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Exame ginecológico: será que estamos examinando adequadamente as pacientes?

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O exame de toque ginecológico uni ou bimanual é tradicionalmente utilizado para diagnóstico de patologias do trato genital feminino e faz parte do exame físico completo da mulher universalmente. Entretanto, parece que este clássico e útil exame tem sido desprezado em alguns lugares.

Em recente artigo publicado em junho de 2019 pelo CDC americano e pelo Departamento de Saúde americano, observou-se um decréscimo importante na realização de exames pélvicos ginecológicos nas mulheres americanas.

Desde 2012, o Colégio Americano de Ginecologistas e Obstetras orientava a realização de exame pélvico em mulheres a partir de 21 anos de idade. Em 2018, essa mesma entidade passou a sugerir que o exame deveria ser realizado em mulheres de 15 a 44 anos de idade que apresentassem-se sintomáticas.

Neste trabalho do CDC americano, um grande estudo envolvendo 10.094 mulheres acompanhadas de 1988 a 2017 observou algo que deve despertar alarme em nível de saúde pública:

  • A porcentagem de mulheres entre 15 e 20 anos que receberam um exame pélvico nos últimos 12 meses diminuiu ao longo do tempo: 42,3% em 1988, 36,7% em 1995, 31,8% em 2002, 24,1% e 21,8%, respectivamente, nos períodos 2006-2010 e 2011-2015, e 14,9% durante o período 2015–2017;
  • A porcentagem de mulheres entre 21 e 29 anos que receberam exame pélvico nos últimos 12 anos meses diminuiu ao longo do tempo: 74,6% em 1988; 69,1% em 1995; 63,8% -62,2% nos períodos 2002, 2006–2010 e 2011–2015; e 56,5% durante o período 2015-2017;
  • A porcentagem de mulheres entre 30 e 44 anos que relataram receber um exame pélvico nos últimos 12 meses não mostrou nenhuma mudança estatisticamente significativa ao longo do tempo.

Saiba mais: 5 procedimentos e tratamentos ginecológicos que devem ser evitados

Outro dado interessante é que pacientes que utilizam plano de saúde privado também foram mais examinadas do que as pacientes do sistema público de saúde na razão de 56% para 39%, respectivamente. No trabalho ainda se nota que as pacientes com maiores níveis socioeconômicos e culturais são as mais sistematicamente examinadas.

A pergunta que fica a partir deste artigo: por que algumas pacientes são mais ou melhor examinadas do que outras? O que diferencia essas pacientes para serem ou não examinadas? 

O que precisamos pensar é sobre quais seriam os fatores que poderiam intervir de forma positiva (se é que se pode pensar) ou de forma negativa nesses casos.

Por exemplo, a remuneração inadequada dos profissionais, que precisam atender um número cada vez maior de pacientes. Será que isso poderia justificar um exame inadequado ou menosprezar um tempo precioso do exame físico feminino? 

Ou então queixas não relacionadas com a área genital propriamente ditas. Outra situação que poderia constranger uma paciente para ser examinada ou desejar postergar para o retorno seu exame?

No caso de uma paciente que comparece ao serviço de pré-natal em nosso país. Quantos exames de prevenção de câncer ginecológico são realizados durante um pré-natal todo?

São essas e outras questões que devem nos fazer refletir sobre qual medicina estamos praticando atualmente. Onde estamos e onde queremos chegar. E, principalmente, com que qualidade de vida e de atendimento. 

Fica a reflexão!

Autor: 

Referências:

  • Martinez GM, Qin J, Saraiya M, Sawaya GF. Receipt of pelvic examinations among women aged 15–44 in the United States, 1988–2017. NCHS Data Brief, no 339. Hyattsville, MD: National Center for Health Statistics. 2019.
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