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Fibrilação atrial: uso filtro percutâneo permanente pode prevenir AVC?

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Pacientes portadores de fibrilação atrial (FA), com elevada pontuação no escore de CHADSVASC, possuem uma grande chance de apresentar acidente vascular cerebral (AVC), sendo necessário manter anticoagulação para essa população.

A patogênese do AVC isquêmico em portadores de fibrilação atrial é um êmbolo emergindo do coração ou grandes artérias e se alojando em uma artéria cerebral. Os danos cerebrais e o tamanho do infarto são diretamente relacionados ao tamanho da embolia, sendo que aproximadamente 80% destes derrames são totais ou parciais na circulação anterior (grandes derrames), causados por oclusões dos principais ramos das artérias carótidas.

Publicado em agosto de 2019, na revista Journal of the American College of Cardiology (JACC), um estudo multicêntrico, observacional procurou entender se o uso de filtro percutâneo permanente da artérias carótidas pode ajudar na prevenção de AVC.

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monitor apresentando eletrocardiograma com fibrilação atrial

Sobre o estudo

Para o estudo, pacientes receberam clopidogrel 75 mg/dia por três meses e ácido acetilsalicílico (AAS) 81 a 100 mg/dia por um ano. Foram incluídos pacientes com FA persistente ou permanente, pacientes não candidatos à anticoagulação oral e CHADSVAC maior ou igual a quatro.

Entre os critérios de exclusão estiveram aterosclerose na artéria carótida comum e estenose maior que 30% na artéria carótida comum.

Foram recrutados 25 pacientes entre dois de março de 2018 e dois de novembro, sendo a idade média foi de 71,3 anos, 16 (74%) foram masculino, e o escore médio de CHA2DS2-VASc foi de 4,4.

Dos 25 pacientes, 23 (92%) receberam filtros adequadamente posicionados bilateralmente, um paciente recebeu um filtro posicionado corretamente unilateralmente devido a uma placa ateromatosa em artéria carótida comum que não foi diagnosticada durante ultrassonografia de rastreamento e um paciente teve procedimento mal sucedido devido à baixa visibilidade ultrassônica.

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Afinal, o filtro ajuda na prevenção de AVC?

O filtro capturou seis eventos tromboembólicos em quatro pacientes, mas nenhum desenvolveu sintomas de AVC isquêmico. A taxa de eventos adversos maiores em 30 dias foi de 0%, efeito adverso menor (hematoma/edema) ocorreu em cinco pacientes, 20%. Durante acompanhamento de seis meses não houve evidência de formação de trombo in situ ou estenose da artéria carótida comum.

A limitação do estudo foi a quantidade de pacientes. Mas pode-se concluir que o filtro permanente em artéria carótida comum parece ser seguro e viável na prevenção de AVC.

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Autor:

Referência bibliográfica:

  • Reddy VY et al. Permanent Percutaneous Carotid Artery Filter to Prevent Stroke in Atrial Fibrillation Patients. J Am Coll Cardiol 2019;74:829-39.

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