Fiocruz investiga dois casos suspeitos de doença de Creutzfeldt-Jakob 

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Dois casos suspeitos da doença de Creutzfeldt-Jakob, “mal da vaca louca”, em moradores da Baixada Fluminense estão sendo investigados pelas autoridades sanitárias. Os pacientes estão internados e isolados no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), em Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro informou que um mora em Belford Roxo, e o outro, em Duque de Caxias. A Prefeitura de Caxias confirmou que um morador da cidade é monitorado, mas a de Belford Roxo afirmou que não foi notificada ainda.

Leia também: Suspeita de Creutzfeldt-Jakob: o que fazer

A Fiocruz não informou se os casos monitorados são mulheres ou homens, há quanto tempo estão internados, nem onde ocorreu a suposta contaminação. Confirmou apenas que há dois pacientes suspeitos de ter a forma esporádica da doença de Creutzfeldt-Jakob não relacionada ao consumo de carne bovina. Já a Prefeitura de Caxias afirmou que o paciente atendido na cidade é um homem de 55 anos.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Duque de Caxias, o paciente acompanhado no município apresentou sintomas de demência e ataxia. “Ao receber a notificação da Secretaria Estadual de Saúde uma equipe do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) da SMS/DC esteve na residência do paciente para proceder a investigação do caso e monitoramento”, disse o órgão.

Na semana passada, autoridades municipais de saúde da cidade do Rio disseram que o INI/Fiocruz sinalizou dois casos de “doença do príon”, que pode ocorrer espontaneamente em pacientes idosos ou pela ingestão de carne bovina contaminada em populações mais jovens.

Fiocruz investiga dois casos suspeitos de doença de Creutzfeldt-Jakob 

Outros casos recentes no país

Em 4 de setembro, o Brasil confirmou dois casos do que chamou de “doença atípica da vaca louca” em animais, provocando a suspensão das exportações de carne bovina para a China por meio de um acordo bilateral vigente.

Na ocasião, o Ministério da Agricultura do Brasil destacou que os dois casos identificados em frigoríficos de Mato Grosso e Minas Gerais foram gerados espontaneamente e não estavam relacionados à ração contaminada, como na versão clássica da doença.

Doença de Creutzfeldt-Jakob: o “mal da vaca louca”

O primeiro grande surto do mal da vaca louca no mundo aconteceu entre os anos de 1992 e 1993, quando foram confirmados quase 100 mil casos no Reino Unido. Calcula-se que mais de 4 milhões de cabeças de gado foram sacrificadas na época.

Trata-se de uma doença cerebral, degenerativa, fatal, e que pode infectar humanos, se houver o consumo de carne contaminada. Acomete bovinos adultos de idade mais avançada, provocando a degeneração do sistema nervoso. Em decorrência, uma vaca que, a princípio, era calma e de fácil manejo, por exemplo, se torna agressiva, daí o apelido do distúrbio.

Saiba mais: AAP 2021: cefepima e encefalopatia – relato de caso

Na verdade, a encefalopatia espongiforme bovina é gerada por uma proteína infecciosa chamada príon, que está presente no cérebro de diversos mamíferos naturalmente, inclusive no ser humano. Contudo, ele pode se tornar patogênico ao adotar uma forma anormal e se multiplicar demasiadamente.

Quando isso acontece, o príon mata os neurônios, deixando buracos brancos no cérebro. Daí vem o nome “espongiforme”, uma vez que os buracos têm a forma semelhante a de uma esponja.

Orientações aos médicos

Os humanos também podem desenvolver o príon infeccioso naturalmente ou pelo consumo de carne infectada. Alguns sintomas característicos são a perda visual e de memória, depressão e insônia. É possível que uma pessoa tenha adquirido o problema e ela não manifeste sintomas por anos.

Quando identificado, o paciente deve ser tratado com antivirais e corticoides. No entanto, cerca de 90% vêm a óbito no período de um ano.

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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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