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Gestante com glaucoma: vale a pena operar o olho?

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Pouco se fala sobre o manejo cirúrgico do glaucoma na gestação. O laser na gravidez é considerado não invasivo e de baixo risco.

Em uma série de casos de trabeculoplastia a laser antes da gestação, esta se mostrou efetiva na eliminação da necessidade de uso de anti-hipertensivos. Também se considera um procedimento seguro se feito durante a gestação. A endociclofotocoagulação pode ser considerada com anestesia intracameral, anestesia subtenoniana ou anestesia retrobulbar como uma alternativa à cirurgia incisional tradicional.

Procedimentos como o laser micropulsado e a ciclofotocoagulação também podem ser considerados em certos casos. Outros procedimentos, como a iridotomia e a iridoplastia a laser, são seguros no tratamento e na profilaxia do fechamento angular em gestantes, sem risco conhecido para o feto.

Leia também: Qual a melhor abordagem do glaucoma em pacientes grávidas?

Gestante com glaucoma faz exame oftalmológico

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Cirurgia e medicações na gestante com glaucoma

Com o advento da cirurgia para glaucoma minimamente invasiva (MIGS), as possibilidades de tratamento do glaucoma aumentaram e passou a ser considerada a intervenção cirúrgica mais precocemente. Além disso, os subtipos de glaucoma tipicamente encontrados em mulheres mais jovens são mais refratários ao tratamento clínico (congênito, juvenil, traumático, inflamatório, infeccioso), podendo necessitar de terapias mais invasivas.

Existem, ainda, barreiras significativas para o tratamento cirúrgico associadas aos riscos fetais das medicações da anestesia sistêmica e riscos para a mãe e o feto associados à posição cirúrgica supina (que pode causar compressão uterina da vasculatura materna resultando em hipotensão materna e diminuição da circulação para o feto). A alteração da posição cirúrgica para o decúbito lateral pode prevenir o risco.

No primeiro trimestre existe um maior risco de efeitos adversos para o feto pelos agentes anestésicos. Enquanto a gravidez avança, o risco aumenta para a mãe. Caso o manejo cirúrgico seja necessário durante a gravidez, o segundo trimestre parece ser o melhor momento.

Os antimetabólitos, como a mitomicina C e o 5fluoracil, que são comumente usados em cirurgias filtrantes, são categoria X do FDA por terem conhecida teratogenicidade em humanos, sendo contraindicados para uso durante a gravidez. Alguns MIGS podem ser feitos com anestesia tópica, tempo cirúrgico curto e incisões menores, o que pode diminuir o risco. A lidocaína não foi associada com nenhum efeito adverso fetal durante a gravidez, podendo ser usada. Em relação às medicações pós-operatórias, a eritromicina tópica e os esteroides tópicos são considerados seguros para o uso na gestação.

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Conclusão

O ideal realmente seria que a cirurgia para glaucoma fosse considerada antes da concepção em mulheres com doenças, necessitando de múltiplas drogas para manutenção da pressão ou em risco alto de progressão durante a gestação. Isso reforça a importância do aconselhamento pré-concepção. O manejo dessas pacientes (junto ao obstetra e ao neonatologista) deve considerar sempre o risco da doença materna e os efeitos adversos potenciais das intervenções no crescimento e desenvolvimento fetais.

Autora:

Referência bibliográfica:

  • Strelow B, Fleischman D. Glaucoma in pregnancy: an update. Curr Opin Ophthalmol. 2020 Mar;31(2):114-122.

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