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Há relação entre Covid-19 e cardiopatias congênitas?

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Desde o início da pandemia da Covid-19 muitos questionamentos surgiram a respeito do impacto da doença nas crianças, e especialmente, nas crianças com doenças de base. Dentre esses grupos, os pacientes com cardiopatias congênitas apresentam condição grave preocupante no contexto da pandemia. Sabemos que as doenças cardiovasculares em pacientes adultos constituem um importante fator de risco para as formas graves da doença causada pelo SARS-CoV-2, porém não se conhece o impacto das cardiopatias congênitas para a gravidade da doença, inclusive nos pacientes adultos já portadores dessas cardiopatias. 

Os dados relacionados à pandemia de Covid-19 ainda são escassos, devido ao pouco conhecimento que temos sobre a doença e ao fato de ser um fenômeno recente em nossa sociedade. Sendo assim, relatos retrospectivos têm sido utilizados como fontes potenciais de conhecimento a respeito da dinâmica da doença, principalmente em populações de grupos de risco que não são difundidos de forma generalizadas nas comunidades humanas, como é o caso das cardiopatias congênitas. Além disso, elas formam um espectro muito grande de lesões, variando desde as com nenhuma ou pouca repercussão clínica, até quadros incompatíveis com a vida. 

O SARS-CoV-2 é um vírus com potencial de causar lesões nos sistemas respiratório, gastrointestinal e cardíaco, causando um espectro de manifestações clínicas neste último que variam, desde miocardites até parada cardiorrespiratória. Sabemos que pacientes com doenças pulmonares e cardíacas adquiridas apresentam maior risco de doença grave causada pelo vírus, porém pouco se sabe a respeito dos pacientes portadores de cardiopatias congênitas. Apesar de potencialmente apresentarem alterações fisiopatológicas importantes, os pacientes com essas doenças habitualmente são mais jovens e com menos comorbidades do que com doença cardíaca adquirida, podendo assim se apresentar com menor chance de sequelas graves devido à Covid-19. 

Estudo da AHA sobre Covid-19 em pacientes com cardiopatias congênitas.

Um estudo sobre Covid-19 em pacientes com cardiopatias congênitas

Um levantamento realizado em Nova Iorque e divulgado no site da American Heart Association em outubro de 2020 traz uma revisão retrospectiva importante sobre a Covid-19 em pacientes com cardiopatias congênitas. O estudo avaliou pacientes acompanhados na Columbia University Irving Medical Center (CUIMC), que se apresentaram para atendimento entre os dias 01 de março e 01 de julho de 2020, e que tiveram diagnóstico de Covid-19. Foram incluídos tanto pacientes com testagem positiva com PCR, quanto pacientes que não puderam fazer o teste, mas que apresentavam história clínica e epidemiológica positiva para Covid-19. 

Os dados foram coletados através de prontuário eletrônico, com inclusão de dados prévios do paciente, como a saturação de oxigênio basal e ecocardiograma basal, por exemplo. Foram incluídos 53 pacientes (52 sintomáticos e um paciente assintomático com história de exposição ao vírus), sendo 19% dos pacientes menores de 18 anos, com média de idade de 34 anos. 

Os resultados

Com relação à sintomatologia, 81% dos pacientes tiveram apresentação da doença com caráter leve. Três pacientes evoluíram a óbito. Seis, dos sete pacientes com sintomas moderados a graves, necessitaram de suporte com oxigênio suplementar, com três desses pacientes evoluindo com necessidade de intubação orotraqueal e um necessitando de suporte inotrópico. Com relação aos pacientes com doença leve, nenhum necessitou de ajustes em suas medicações de base e todos foram tratados de forma ambulatorial. 

Estatisticamente, os pacientes portadores de síndromes genéticas e os pacientes com classificação ACHD (Adult Congenital Heart Disease) classes C e D (em pacientes adultos) estiveram associados à doença moderada/grave. A duração dos sintomas também foi maior, de forma estatisticamente significativa, em pacientes com disfunção ventricular. De forma curiosa, fatores de risco como obesidade, hipertensão pulmonar ou tipo/gravidade da doença cardíaca congênita não estiveram associados com doença mais grave ou maior duração dos sintomas. 

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Conclusão

Apesar da amostra pequena, os dados são bem interessantes no sentido de sugerir que a complexidade da cardiopatia congênita não seja tão importante na predição de doença grave pelo SARS-CoV-2. Aspectos outros, como presença de outras comorbidades (como doenças genéticas), doença cardíaca avançada (disfunção ventricular) e comprometimento fisiológico (através da avaliação da ACHD), talvez sejam fatores mais relevantes nesse cálculo. 

Ainda há muito a ser estudado sobre a Covid-19. Devemos acompanhar a literatura para avaliar se esses dados realmente se confirmarão. Esperemos para avaliar se essa boa notícia para pacientes com cardiopatias congênitas realmente se concretizará. 

Autora:

Referências bibliográficas:

https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/JAHA.120.017580. Acesso em 18/11/2020. 

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