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mulher com hábitos saudáveis correndo na mata

Hábitos de vida saudáveis garantem melhor expectativa de vida livre de doenças?

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Hábitos saudáveis garantem menos doenças? Na nossa prática médica, tudo indica que sim. E agora é o que também sugere um extenso estudo retrospectivo publicado esse mês de janeiro em uma importante revista médica britânica.

Sabe-se que a soma das doenças cardiovasculares, do diabetes e dos vários tipos de câncer são os responsáveis pela maior parte das mortes não violentas em todo mundo. E, que a nossa expectativa de vida tem crescido nos últimos anos. Mas o que as pessoas que vivem mais têm em comum?

Hábitos saudáveis e expectativa de vida

Foram levantados, nesse estudo, o histórico de questionários bienais de hábitos de vida de 170 mil profissionais de saúde americanos, acompanhados por mais de 30 anos. Vários fatores de risco e de proteção eram colocados nesse questionário, e entre eles, cinco foram escolhidos para análise: tabagismo (nunca ter fumado), atividade física (≥3,5 horas/semana de atividade de intensidade moderada a vigorosa), alta qualidade da dieta (>40% de um índice validado de alimentação saudável), ingestão moderada de álcool de 5-15 g/dia (mulheres) ou 5-30 g/dia (homens) e peso normal (índice de massa corporal <25).

A soma dessas cinco variáveis deu uma pontuação final no estilo de vida de baixo risco, no escore variando de 0 a 5, com pontuações mais altas (>4 pontos) indicando um estilo de vida mais saudável. Para se evitar vieses, os modelos foram ajustados para idade, etnia, uso atual de multivitamínicos, uso atual de AAS, status em relação ao histórico familiar de diabetes, infarto do miocárdio ou câncer e, para mulheres, status da menopausa e uso de hormônios.

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Resultados

Ao cruzar os dados, várias informações interessantes foram extraídas. Por exemplo, quem somou >4 pontos no momento em eu completavam 50 anos, ou seja, levava um padrão alimentar saudável, com altos níveis de atividade física, não fumantes, com consumo moderado de álcool e um IMC ideal, tinha uma expectativa de vida mais longa, livre de câncer, doenças cardiovasculares e diabetes. Em homens, a expectativa de vida sem doenças aos 50 anos saltava de 73 (nenhum ponto) para 81 anos (>4 pontos).

Entre as mulheres o salto da expectativa era de 73 para 84 anos, respectivamente. As menores proporções de anos de expectativa de vida livre de câncer, doenças cardiovasculares ou diabetes foram observadas entre homens que fumavam muito (≥15 cigarros/dia) e homens e mulheres obesos (IMC ≥30). Nesses casos, mais de 25% das pessoas já apresentavam essas doenças crônicas já ao completarem 50 anos.

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O Framingham Heart Study já tinha mostrado que atingir altos níveis de atividade física, ter peso normal e nunca fumar foram fatores associado a menor risco de doença cardiovascular, maior expectativa de vida total e maior número de anos de vida livre de doença cardiovascular. No entanto, esse estudo amplia esse horizonte, avaliando de maneira abrangente cinco atitudes de promoção de estilo de vida e três principais doenças crônicas em combinação e fornecendo estimativas mais amplas da longevidade e o número de anos vividos com e sem doença em relação aos fatores do estilo de vida, individualmente e em combinação.

Portanto, o estudo conclui que políticas públicas para melhorar os alimentos e a infraestrutura dos ambientes públicos propícios à adoção de uma dieta e estilo de vida saudáveis, bem como políticas e regulamentos relevantes (por exemplo, proibição de fumar em locais públicos ou restrições às gorduras trans), são essenciais para melhorar a expectativa de vida, especialmente a vida livre de doenças crônicas graves.

Autor:

Referências bibliográficas:

  • Li Yanping, Schoufour Josje, Wang Dong D, Dhana Klodian, Pan An, Liu Xiaoran et al. Healthy lifestyle and life expectancy free of cancer, cardiovascular disease, and type 2 diabetes: prospective cohort study BMJ 2020; 368 :l6669.
  • Nusselder WJ, Franco OH, Peeters A, Mackenbach JP. Living healthier for longer: comparative effects of three heart-healthy behaviors on life expectancy with and without cardiovascular disease. BMC Public Health2009;9:487.

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