Pebmed - Notícias e Atualizações em Medicina
Cadastre-se grátis
Home / Clínica Médica / Helicobacter Pylori é encontrado em amostras de gastrectomia vertical
bactéria helicobacter pylori

Helicobacter Pylori é encontrado em amostras de gastrectomia vertical

Acesse para ver o conteúdo
Esse conteúdo é exclusivo para usuários do Portal PEBMED.

Tenha acesso ilimitado a todos os artigos, quizzes e casos clínicos do Portal PEBMED.

Faça seu login ou inscreva-se gratuitamente!

Preencha os dados abaixo para completar seu cadastro.

Ao clicar em inscreva-se, você concorda em receber notícias e novidades da medicina por e-mail. Pensando no seu bem estar, a PEBMED se compromete a não usar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.

Inscreva-se ou

Seja bem vindo

Voltar para o portal

Tempo de leitura: 3 minutos.

Pesquisadores americanos relataram prevalência bastante significativa de gastrite por Helicobacter pylori em amostras de gastrectomia vertical em pacientes.

Em um estudo retrospectivo que avaliou 284 amostras de gastrectomia vertical por mais de cinco anos, com estudos complementares realizados em 61 casos, 6,7% da coorte total teve um diagnóstico inicial de gastrite por H. pylori, de acordo com o médico Joyce Ren, do Stony Brook University, em Nova York.

“Os padrões atípicos de inflamação devem levar o patologista a prosseguir com a investigação para que o tratamento adequado possa ser iniciado”, disse Joyce Ren em uma apresentação anual do College of American Pathologists (CAP). O especialista ainda complementou que achados incidentais em amostras de gastrectomia vertical podem ter implicações clínicas importantes, podendo prevenir complicações como úlcera péptica, câncer gástrico e linfoma gástrico.

Em uma segunda apresentação anual do College of American Pathologists, um outro pesquisador, que não teve o seu nome divulgado, do Hospital Beaumont, em Royal Oak, em Michigan, relatou um total de 7,62% de casos positivos para infecção por H. pylori em amostras de gastrectomia vertical.

A suspeita é que a gastrite causada por esta bactéria esteja associada à obesidade. No estudo do grupo do médico Joyce Ren, as características histológicas que motivaram os estudos complementares foram: gastrite crônica ativa (nove casos), gastrite crônica inativa (sete casos) e folículos linfoides proeminentes (quatro casos).

O tratamento foi iniciado imediatamente em 14 casos. Além disso, foram obtidas consultas de hematopatologia em três casos, devido à presença de agregados linfoides proeminentes na ausência de H. pylori.

Leia mais: Como é o manejo da infecção por Helicobacter pylori?

Estudos posteriores revelaram processo linfoproliferativo monoclonal incidental de células B em dois dos casos, confirmado pelo rearranjo do gene do receptor de células B por reação em cadeia da polimerase, observaram os autores.

“Clinicamente, antes dos pacientes serem levados para a cirurgia, não havia indicação de que eles tivessem infecção por H. pylori. A coloração com hematoxilina e eosina foi empregada para identificar sete casos de H. pylori; uma imunocoloração ou mancha especial foi realizada em 12 casos”, explicou Joyce Ren.

O autor do estudo disse ainda que a taxa de captura de quase 7% para a infecção por H. pylori era alta, o suficiente para incentivar os médicos a procurar a infecção entre os candidatos à gastrectomia vertical.

Em um segundo estudo, Subhashree Krishnan, instrutora clínica de medicina na Faculdade de Medicina e Odontologia da Universidade de Rochester, em Nova York, relatou um caso em que mulheres obesas mórbidas submetidas à gastrectomia vertical tinham um pólipo de tecido pancreático de 1,3 cm e inflamação em sua amostra de tecido, ambos indicadores potenciais de H. pylori.

Embora a coloração imunológica do patógeno tenha sido negativa em seu tecido gástrico inflamado agudo, Krishnan afirmou que o caso levou o seu grupo a rever casos anteriores de gastrectomia vertical por envolvimento de H. pylori.

“Descobrimos que havia um número substancial de casos em que pacientes submetidos à gastrectomia vertical não diagnosticaram infecção por H. pylori“, disse a médica.

Veja também: Bactéria multirresistente é detectada fora de hospitais brasileiros

Foram revisados 223 casos de gastrectomia vertical de 2017 a 2018 e, em 17 casos, o envolvimento de H. pylori foi confirmado. Krishnan afirmou que o achado ocorreu com frequência suficiente para ser recomendado que as amostras de tecido de gastrectomia deveriam ser submetidas ao exame histopatológico.

“Sabemos que a gastrite por H. pylori pode levar a outras complicações, incluindo o desenvolvimento de tumores MALT (tecido linfoide associado à mucosa). Nesses casos, os pacientes estão sendo tratados por razões bariátricas, mas se encontrarmos H. pylori e tratá-lo, podemos salvar esses pacientes de ter outras complicações graves”, destacou Krishnan.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED 

Tenha as melhores abordagens em Infectologia nas suas mãos: baixe grátis o Whitebook!

Autor:

Referências bibliográficas:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

×

Adicione o Portal PEBMED à tela inicial do seu celular: Clique em Salvar na Home Salvar na Home e "adicionar à tela de início".

Esse site utiliza cookies. Para saber mais sobre como usamos cookies, consulte nossa política.