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Hepatite C: confira uma abordagem atual sobre a doença

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O vírus da hepatite C está relacionado a um maior potencial de cronicidade, e muitas vezes o diagnóstico da hepatite é realizado em exames de rotina. Em decorrência do tipo de imunidade não permanente gerada pelo vírus, é possível a reinfecção após a cura. Pessoas que fizeram uso de hemotransfusão ou submetidas a transplante antes de 1992 estão em maior risco, bem como grupos com maior chance de exposição a sangue contaminado. A transmissão sexual pode ocorrer, porém é menos comum do que nas infecções pela hepatite B ou HIV, e é particularmente mais frequente em homens homossexuais.

Algumas vezes a elevação das transaminases em um paciente assintomático leva o médico a solicitar o Anti-HCV. A partir da sorologia positiva, é necessária a confirmação através de um teste molecular que dosa a carga viral (PCR).

Antigamente, quando o tratamento baseava-se principalmente no uso de interferon e ribavirina, os pacientes eram acompanhados e iniciavam o uso das medicações a partir de F2. Com o advento dos fármacos interferon-free, mais eficazes e com menos efeitos colaterais, a indicação do tratamento gradualmente foi abrangendo uma parcela maior da população, e atualmente é indicado para qualquer grau de fibrose.

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Após a confirmação do caso através do PCR (carga viral), deve-se solicitar a genotipagem e também biópsia, elastografia hepática ou até mesmo calcular o grau da fibrose por meio de escores como APRI ou FIB4, aceitos para a solicitação do tratamento. Quando há uma forte suspeita clínica de cirrose, muitas vezes basta uma ultrassonografia hepática sugerindo cirrose ou até mesmo uma endoscopia digestiva alta evidenciando varizes esofágicas para confirmar o F4.

Com a medida da carga viral, genótipo determinado e grau da fibrose especificado, já é possível solicitar o tratamento do paciente, que na maior parte das vezes será a associação dos antivirais de ação direta sofosbuvir e daclatasvir por 12 semanas; outros esquemas e durações diferentes são contempladas pelo PCDT e dependerão, dentre outros parâmetros, do genótipo e estágio da cirrose.

O controle pode ser realizado com dosagem da carga viral na quarta semana após início do tratamento (principalmente para avaliar adesão, antigamente o exame da quarta semana era preditivo de resposta rápida). A resposta virológica sustentada (cura) é avaliada através da dosagem da carga viral de 12 a 24 semanas após o final do tratamento.

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