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medicamentos em cápsulas, como hidroxicloroquina para Covid-19

Hidroxicloroquina pode ser promissora na Covid-19? Veja novos resultados

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Antes um medicamento muito comum no ambulatório da reumatologia, a hidroxicloroquina ganhou fama internacional diante da pandemia da Covid-19 (coronavirus disease of 2019). De um lado, alguns advogam o uso “compassional” da mesma em casos graves; do outro lado, há aqueles que aguardam ainda evidências científicas robustas para o uso clínico em pacientes acometidos pelo SARS-CoV-2 (nome do vírus causador da Covid-19).

Nessa miríade de informações que são publicadas diariamente, um estudo positivo relacionado ao uso da hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19 foi disponibilizado no dia 31 de março e tem acalorado ainda mais a discussão acerca do seu uso.

Para entender melhor…

O artigo foi publicado na Plataforma medRxiv e ainda está em processo de peer review (revisão por pares) pelo corpo editorial de revista médica internacional a qual foi submetido. Logo, a publicação que discutimos nesse artigo ainda não é a publicação oficial e formal. No entanto, os autores a disponibilizaram nessa versão pré-revisão da revista, tendo em vista que o processo de peer review pode ser demorado. E sabemos que em tempos de pandemia, todas as armas precisam ser colocadas à disposição o quanto antes!

Hidroxicloroquina na Covid-19

Intitulado Efficacy of hydroxychloroquine in patients with COVID-19: results of a randomized clinical trial, o estudo publicado por Chen et al, foi realizado no Hospital Universitário da Universidade de Wuhan, na China, epicentro da pandemia.

De maneira bem prática, vamos resumir os principais pontos:

  1. Objetivos: Avaliar a eficácia da hidroxicloroquina (HCQ) no tratamento dos pacientes portadores de Covid-19.
  2. Desenho do estudo: ensaio clínico randomizado unicêntrico duplo-cego.
  3. Quem foi incluído? Idade ≥ 18 anos; confirmação laboratorial (RT-PCR) de SARS-CoV-2; tomografia de tórax evidenciando pneumonia; relação SaO2/SPO2 > 93% ou relação PaO2/FIO2 > 300 mmHg sob a condição do paciente estar internado (doença leve).
  4. Quem foi excluído? Pacientes graves e críticos ou que a participação no trial não atingisse critério para follow-up seguro; retinopatia; arritmias ou bloqueios; doença hepática grave (Child-Pugh > C ou AST > 2x limite superior), insuficiência renal avançada (eGFR ≤ 30 mL/min/1.73 m²) ou terapia dialítica.
  5. Grupos: 62 pacientes foram divididos de forma randômicas em dois grupos:
    • Tratamento padrão: receberam O2, agentes antivirais e antibióticos, imunoglobulina, com ou sem corticoides;
    • Grupo 2 – hidroxicloroquina (HCQ): receberam terapia adicional com hidroxicloroquina comprimidos, sendo 200 mg 2x ao dia por cinco dias.

Leia também: Hidroxicloroquina com azitromicina pode ser eficaz no tratamento da Covid-19?

Resultados

  • Grupo HCQ apresentou resolução mais rápida da febre e tosse;
  • Apenas quatro pacientes progrediram para doença grave, todos do grupo tratamento padrão (não receberam HCQ);
  • Grupo HCQ apresentou maior proporção de melhora da pneumonia (TCs de tórax comparativas no D0 e D6) quando comparado ao grupo tratamento padrão (80,6% x 54,8%);
  • Efeitos adversos: apenas dois pacientes no grupo HCQ (rash e cefaleia).

Conclusões dos autores:

  • Apesar do pequeno número dos casos, o potencial uso da HCQ no tratamento da Covid-19 foi parcialmente confirmado, sendo uma terapia promissora, desde que executada com um manejo adequado;
  • Entretanto, estudos maiores são necessários para esclarecer seus mecanismos e promover melhorias contínuas às estratégias de tratamento.

Mensagens práticas

  • Uso da HCQ esteve associado à resolução mais rápidas de sintomas, menor progressão para doença grave e maior resolução da pneumonia;
  • Poucos efeitos adversos – apenas dois casos (efeitos não graves) – revelando uma relativa segurança da mesma, respeitadas suas contraindicações;
  • Mais interessante ainda: a HCQ foi utilizada no perfil de pacientes não graves, ainda com manifestações de doença leve (relação PaO2/FIO2 > 300 mmHg), com pneumonia documentada por tomografia (muito provavelmente o perfil de paciente da enfermaria). Isso sugere que sua utilização precoce pode impactar muito mais nos desfechos dos pacientes do que sua utilização apenas nos casos críticos que evoluem para síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) e ventilação mecânica.

Veja ainda: Covid-19: FDA libera uso de cloroquina e hidroxicloroquina para pacientes graves

Ponto de vista: Concordo que evidências mais robustas produzidas com todo rigor científico possível (vários trials multicêntricos estão em andamento) são necessárias para colocarmos um ponto final nessa história. No entanto, a pandemia avança e Unidades de Terapia Intensiva (UTI) acumulam pacientes intubados com SDRA grave. Seria uma luz no fim do túnel? Prefiro usar como começo de uma solução, a qual dá sinais de que pode ser uma grande aliada nessa pandemia.

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