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I Paliativo Rio: como tornar o paciente mestre do cuidado?

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Nos dias 15 e 16 de agosto, ocorre no Rio de Janeiro o Primeiro Congresso de Cuidados Paliativos do estado. A abertura do evento foi realizada por Rodrigo Luz e tinha como tema “O paciente como mestre do cuidado: o Legado de Elisabeth Kübler Ross.”  No período de uma hora, fizemos uma viagem pela história dos cuidados paliativos e concluímos conhecendo a Tainá, paciente convidada para o encontro. 

Elisabeth Kübler-Ross (1926-2004) foi uma médica psiquiatra suíça, pioneira no movimento dos estudos sobre a morte e o morrer, o luto e os cuidados paliativos. No vídeo compartilhado no congresso, pudemos conhecer um pouco da sua abordagem com seus pacientes e ter noção de porque seu trabalho marcou a história dos cuidados paliativos.

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A palestra continuou com a entrevista da Tainá, paciente de 36 anos que compartilhou sua história com a plateia. Começou se apresentando como paciente “paliativa”, com diagnóstico de câncer metastático há 3 anos. Contou sobre seus medos e sua busca por qualidade de vida. Ressaltou a importância de ser informada sobre a gravidade da doença e sobre como foi traumático o dia em que chegou para uma consulta e teve que realizar radioterapia sem ter sido previamente informada. No final da entrevista, deixou uma mensagem para os médicos que eu gostaria de compartilhar com vocês: “Tenha amor ao que faz. Cuide com coração. Um dia você pode precisar ser cuidado por alguém.”

Imagem do I Congresso de Cuidados Paliativos RJ – 15 de agosto 2019

Rodrigo Luz concluiu a palestra trazendo algumas reflexões a respeito da importância de o cuidado ser singularizado. No caso da Tainá, ela se sentia segura com a previsibilidade do tratamento. Por este caminho, ele palestrou sobre a necessidade de tornar o paciente como mestre do cuidado. Desta forma, quem vai nos ensinar a cuidar é o próprio paciente. “Não devemos cuidar apenas com base em números e estatísticas. É preciso ser especialista sobre o que é ser Taina”, reforçou.

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“Que vocês nunca esqueçam que houve um congresso na história do Rio de Janeiro que começou com um paciente. É com ele que precisamos começar.” Rodrigo Luz.

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