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Estudo sobre influenza na gravidez.

Como é a incidência de influenza na gravidez?

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Estamos vivendo em tempos de pandemia e essa palavra é a que mais se ouviu nesse ano. O ano de 2020 ficará marcado como o “ano da pandemia”. Nesse sentido, um estudo publicado no The Lancet, em outubro de 2020, tomou por base outra pandemia prevenível por vacina, para estudar seus efeitos numa população especial (gestantes) e os possíveis efeitos protetivos com administração vacinal e efeitos deletérios da não vacinação para a influenza na gravidez.

Até 2014, a Organização Mundial de Saúde sabia, através de estudos de qualidade inferior, que gestantes eram mais suscetíveis que não gestantes aos quadros sazonais de influenza. Os dados não evidenciavam quais seriam as possíveis eventos clínicos relacionados a influenza nas gestantes e suas consequências para seus fetos. 

O estudo sobre influenza na gravidez em três países de renda média

O estudo estudo coorte, longitudinal prospectivo e multicêntrico foi realizado em Bangkok (Tailândia), Lima (Peru) e Nagpur (Índia). 

No período entre 13 março de 2017 e 03 de agosto de 2018, aproximadamente 11200 mulheres foram elegíveis para o estudo – maiores de 18 anos, com teste de gravidez confirmando a mesma, se não tivessem USG no primeiro trimestre, eram realizados para datação da gravidez e 2x por semana o staff da pesquisa fazia ligações para as pacientes para questionar sobre sintomas relacionados à influenza:

  • mialgia
  • tosse
  • congestão nasal
  • dor de garganta
  • dispneia

A resposta afirmativa mobiliza equipe para coleta de swab para realização de PCR e acompanhamento mais amiúde dessa gestante (em Bangkok o swab era feito pela própria paciente).

Nessa entrevista também era analisado o status vacinal para influenza da paciente. As pacientes recebiam termômetros digitais para aferição de temperatura domiciliar em prováveis quadros de influenza. 

Conclusões

Após o período de estudo as seguintes conclusões foram resumidas:

  1. A incidência de influenza no período gestacional foi responsável por perdas gestacionais até 13 semanas em maior porcentagem (dentro da análise estatística, consideraram-se mulheres que não tinham tido abortos até então). 
  2. Essas mulheres que adoeceram na gravidez apresentaram fetos com peso mais baixo ao nascimento.
  3. Não aumentaram as taxas de parto prematuro. 

Este estudo corrobora com as evidências, aqui melhoradas pelo desenho e pelo tamanho da população estudada, de que a vacinação contra influenza realizada durante a gravidez traz benefícios importantes para o binômio mãe-feto.

Autor:

Referência bibliográfica:

https://www.thelancet.com/journals/laninf/article/PIIS1473-3099(20)30592-2/fulltext

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