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Insuficiência cardíaca: como administrar diurético oral corretamente

Tempo de leitura: 2 minutos.

Os diuréticos são um dos pilares mais importantes na insuficiência cardíaca (IC). Apesar de não aumentarem a sobrevida no longo prazo, são as drogas mais eficazes para aliviar os dois principais sintomas da doença: dispneia e edema de MMII. Em reportagens recentes, falamos do uso de diurético nas diretrizes de IC e os 10 mitos sobre a furosemida. Hoje, vamos resumir um bom artigo “beira de leito” sobre o uso ambulatorial dos diuréticos de alça.

No Brasil, o único diurético de alça disponível é a furosemida. Mas nos países da Europa e EUA, há a torsemida, mais potente, a bumetanida e o ácido etacrínico, este último com a vantagem de não ter radical sulfa na sua estrutura.

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O artigo recomenda o uso da furosemida oral da seguinte forma:

  • Cada paciente terá uma dose eficaz. Veja aquela que mantenha o peso estável. Se for o início de um tratamento, comece com 20-40 mg/dia.
  • A dose oral é cerca de 2x a venosa.
  • No ambulatório, a posologia pode ser 1 a 2x/dia, ao contrário da IC descompensada hospitalar.
  • Não há dose máxima, mas caso necessite de doses crescentes, associe tiazídico e/ou espironolactona.
    • O diurético funciona de acordo com sua concentração tubular, sendo ele secretado para lúmen do néfron. Por isso, a dose necessária pode ser maior ou menor dependendo da taxa de filtração glomerular e da proteinúria.
  • Os autores recomendam ajustes nas doses orais baseados no sintoma e peso: caso a dispneia piore e/ou haja ganho de peso > 1 kg, avalie dobrar a dose temporariamente, até o peso retornar e/ou sintomas cederem.
  • Tolere um pouco de azotemia. O artigo não define o quanto, mas nossos cabelos brancos sugerem até 30% de perda, no máximo. Uma azotemia com diurético leva você a estudar síndrome cardiorrenal.

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Referências:

  • Anisman Steven DErickson Stephen BMordenNancy EHow to prescribe loop diuretics in oedema 

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