Ginecologia e Obstetrícia

Modelo de predição de parto prematuro para mulheres em trabalho de parto prematuro

Tempo de leitura: 2 min.

A prematuridade é um agravante dentro da obstetrícia e da pediatria. Representa o maior fator de morbimortalidade ao redor do mundo com 15 milhões de recém-nascidos evoluindo para óbito. O grande paradigma envolvendo o parto prematuro é a dificuldade de diagnóstico correto, uma vez que seus sintomas são facilmente conflitantes com outros diagnósticos durante a gravidez e o acerto prognóstico da evolução para o trabalho de parto efetivo é difícil. Ainda não sabíamos qual paciente evoluísse realmente para o desfecho — parto — e quais conseguimos evitar o parto.

Leia também: O uso de diuréticos em neonatos prematuros com lesão renal aguda (LRA)

Muitas mulheres, pela especificidade dos sintomas são tratadas desnecessariamente para trabalho de parto prematuro, além da administração desnecessária de drogas tocolíticas (podendo levar a efeitos adversos maternos) e corticoides que, de forma desnecessária podem levar a reações neurológicas prejudiciais na infância.

Atualmente o comprimento do colo uterino medido pelo USG transvaginal é preditor de trabalho de parto prematuro, mas o custo para aquisição do aparelho e a necessidade de observador experiente tornam o exame de mais difícil acesso.

A dosagem de fibronectina fetal no conteúdo vaginal tem se tornado um aliado de grande valia como teste bioquímico nos dias atuais.

Análise recente

O presente trabalho publicado em julho de 2021 por um grupo da Universidade de Edimburgo propõe o uso de um modelo matemático baseado na dosagem de fibronectina associado a fatores de risco clínicos como preditores de alta sensibilidade para predizer a evolução para parto prematuro (gestantes de 22 a 34 semanas 6 dias) com validação interna (em torno de 1.700 pacientes) e externa com estudo no Reino Unido (em torno de 2.900 pacientes).

Saiba mais: Dispositivo pode ajudar na estabilidade do oxigênio cerebral de neonatos prematuros

Apesar da  limitação observada pelo número baixo de pacientes não brancas nas amostras e a perda de alguns dados entre algumas variáveis, o modelo matemático QUIDS que analisou valores qualitativos de fibronectina fetal associado a fatores de risco maternos foi eficiente para determinar o risco de desenvolvimento de trabalho de parto prematuro na população estudada.

Modelo De Equação QUIDS:

Referências bibliográficas:

  • Stock SJ, et al. Development and validation of a risk prediction model of preterm birth for women with preterm labour symptoms (the QUIDS study): A prospective cohort study and individual participant data meta-analysis. PLOS Medicine. 2021. doi: 10.1371/journal.pmed.1003686
Compartilhar
Publicado por
João Marcelo Martins Coluna

Posts recentes

“Derressuscitação” volêmica na UTI: o que você precisa saber

O uso excessivo de fluidos em pacientes graves pode levar a consequências como injúria endotelial.…

1 hora atrás

Caso clínico: Devo garantir uma via aérea avançada precocemente à PCR?

Entenda esse caso assistindo no Clinical Drops “Devo garantir uma via aérea avançada precocemente à…

2 horas atrás

Novidades na categoria Pré-Natal e muito mais; veja a lista

O Nursebook ganhou novos conteúdos e atualizações nas categorias Doenças em Pediatria, Pré-Natal, Covid-19 e…

3 horas atrás

Como abordar a infecção primária de corrente sanguínea?

Saber diferenciar a infecção primária de corrente sanguínea e a secundária é fundamental! Hoje, falamos…

3 horas atrás

Monkeypox: Atualização confiável com evidências vivas

A monkeypox, ou varíola dos macacos, é uma nova doença infectocontagiosa que representa desafios na…

4 horas atrás

Anvisa determina apreensão de lotes falsificados de somatropina

A Anvisa determinou esta semana a apreensão de lotes falsificados de somatropina, medicamento utilizado para…

5 horas atrás