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No começo deste mês, o Reino Unido tornou-se o primeiro país a aprovar o antiviral contra a Covid-19. Desenvolvido pela farmacêutica norte-americana MSD (Merck), o molnupiravir é o primeiro medicamento oral para pacientes com o vírus em quadros de leve a moderado não hospitalizados e que promete mudar o tratamento para pessoas imunossuprimidas ou com comorbidades. Estudos também avaliam o uso da pílula para a prevenção da doença.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) também aprovou recentemente o uso de emergência do antiviral molnupiravir para a Covid-19. Entretanto, cada estado-membro da União Europeia vai decidir sobre o seu uso ou não.

Em paralelo, a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, também analisa um pedido de uso emergencial do medicamento. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não tinha recebido nenhum pedido para a análise do uso deste antiviral no Brasil.

No Brasil

A Anvisa se reuniu com a MSD recentemente para coletar os dados técnicos que podem encaminhar o uso emergencial do medicamento contra a Covid-19, segundo o site do Ministério da Saúde.

A próxima fase é a apresentação formal do pedido, que passa a depender do laboratório e não tem uma data definida para acontecer. Depois de apresentadas todas as informações de forma oficial pelo laboratório, a Anvisa começa seu processo de avaliação para uso do medicamento.

A Fiocruz começou a procurar voluntários para testar o medicamento no Brasil.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com a agência Unitaid, divulgou os progressos realizados para facilitar o acesso ao molnupiravir, que apontam que o medicamento antiviral oral experimental pode reduzir o risco de hospitalização em pacientes com quadros de leve a moderado pela metade.

Afinal, o que é o molnupiravir?

O molnupiravir é um antiviral que age no organismo, atrapalhando a replicação viral. Segundo os estudos, o medicamento é mais eficaz se tomado nos estágios iniciais da infecção, reduzindo pela metade o risco de óbito e hospitalização de pacientes com alguma probabilidade de desenvolverem quadros graves da enfermidade.

Para alcançar esse objetivo, o uso recomendado da medicação é de cinco dias, logo no início da infecção, com o tratamento sendo realizado em casa, sob prescrição médica.

A substância pode ser utilizada para tratar adultos com Covid-19 que não necessitam de oxigênio suplementar, mas que apresentam risco acrescido de ter a doença na sua forma grave, como possuir idade avançada, obesidade, diabetes mellitus e doença cardíaca.

O antiviral não é recomendado durante a gravidez e em mulheres que podem engravidar e não usam métodos contraceptivos eficazes. A amamentação deve ser interrompida durante o tratamento e até quatro dias depois.

De acordo com a MSD, os eventos adversos foram semelhantes para pacientes com molunpiravir e placebo, mas os detalhes não foram divulgados.

Os dados revelados mostram que o molnupiravir não é capaz de induzir mudanças genéticas nas células humanas, mas os homens inscritos em seus testes devem se abster de relações heterossexuais ou concordar em usar métodos contraceptivos. Mulheres em idade fértil não podem estar grávidas e também devem usar métodos anticoncepcionais.

A empresa farmacêutica responsável espera produzir 10 milhões de cursos (período de tratamento contínuo com o uso do medicamento) até o final do ano, com mais doses chegando em 2022.

Leia também: Interrupção precoce de um estudo randomizado por benefício: o caso do Molnupiravir para Covid-19

Versões genéricas

Com o avanço nas negociações, a expectativa é que versões genéricas cheguem a mais pacientes. A entidade afirma que o tempo de aprovação em 105 países de baixa e média renda também deve ser encurtado.

A OMS fez novo apelo para que a indústria considere patentes abertas e transparentes, garantindo amplo fornecimento e acessibilidade para o gerenciamento efetivo da doença.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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