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No que consiste a nutrologia médica?

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Tempo de leitura: 2 minutos.

Fugindo um pouco do trivial das publicações hoje falaremos a respeito do campo de atuação da nutrologia médica, pois ainda há muitas dúvidas, mesmo dentro do mundo dos médicos.

Por definição a Nutrologia, também denominada Nutrologia Funcional ou Nutrologia Médica, é a especialidade que estuda, pesquisa e avalia os benefícios e malefícios causados pela ingestão dos nutrientes.

A partir disso, há a aplicação deste conceito para a avaliação das necessidades orgânicas. Ela visa manutenção da saúde e redução de risco de doenças, assim como o tratamento das manifestações de deficiência ou excesso.

O acompanhamento do estado nutricional do paciente e a compreensão da fisiopatologia das doenças diretamente relacionadas aos nutrientes permitem ao profissional médico atuar no diagnóstico, prevenção e tratamento. E tem como objetivo também a contribuição para promoção de uma vida mais longeva e com melhor qualidade de saúde. 

Dentro deste campo, podem ser diagnosticadas e tratadas doenças nutricionais. Essas incluem as doenças plurimetabólicas de alta prevalência nos dias de hoje como a obesidade, a hipertensão arterial e o diabetes mellitus, recorrendo à solicitação e avaliação de exames diagnósticos, quando necessário. 

É visado a identificação de  possíveis “erros” alimentares, hábitos de vida ou estados orgânicos que estejam contribuindo para o quadro nutricional do paciente. Já que as interrelações entre nutrientes-nutrientes, nutrientes-medicamentos e de mecanismos regulatórios orgânicos são complexas.

Veja também: Nutrologia: avanços, desafios e oportunidades

Sempre se tem a oportunidade de esclarecer e orientar aos pacientes na rotina Nutrológica: 

  • Que doenças nutricionais envolvem desde condições mais simples, como anemia ferropriva e carência de vitamina, até condições mais complexas. Dentre elas estão: obesidade, hipertensão arterial, diabetes mellitus, vários tipos de câncer, anorexia nervosa, osteoporose, etc;
  • Quais são as substâncias benéficas e maléficas presentes nos alimentos, de modo que ele mesmo saiba fazer as suas escolhas alimentares para viver mais e melhor, lembrando que não há necessidade de terrorismo alimentar;
  • Que a ingestão do nutriente não assegura o seu aproveitamento pelo organismo. Por isso, sempre investigar o indivíduo em sua totalidade;
  • Que a informação nutricional se torna fundamental para a diminuição de riscos de doenças e promoção da saúde e bem-estar. Sendo muito mais fácil e melhor trabalhar com status de saúde do que com a doença propriamente dita;
  • Que o seu comportamento alimentar – como a distribuição dos alimentos ao longo do dia e intervalos entre as refeições – assim como suas escolhas alimentares, influenciam os mecanismos regulatórios endógenos a depender de sua individualidade biológica;
  • Propor ao paciente mudanças de hábitos de vida, em particular de hábitos dietéticos, que possam contribuir para a prevenção e tratamento de doenças. E, naturalmente, evitar a recorrência de quadros previamente tratados;
  • Enfatizar a necessidade de acompanhamento sistemático do estado nutricional através de uma avaliação periódica, para permitir, inclusive, o diagnóstico precoce de possíveis desequilíbrios nutricionais;
  • Participar da composição da Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional para atendimento aos pacientes que necessitam de Nutrição Enteral ou Parenteral.

Vale lembrar que nessa área de atuação o (a) médico(a) nunca estará sozinho. Ele deve se lembrar de trabalhar  com médicos de outras especialidades, como endocrinologia, gastroenterologia, cardiologia e medicina esportiva. Bem como vários profissionais da área da saúde, como nutricionistas, enfermeiros, psicoterapeutas e fisioterapeutas, compondo a tão famosa equipe multidisciplinar que possa atender melhor às necessidades do paciente.

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Referências:

  • Filho DR, Suen VMM. Tratado de Nutrologia: 2. Ed. São Paulo: Editora Manole, 2018. 

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