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NOAC previne e reduz gravidade do AVC em pacientes com FA

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A fibrilação atrial (FA) aumenta em quatro a cinco vezes o risco de acidente vascular cerebral (AVC). Em artigo da Europace, publicado em maio, pesquisadores analisaram o uso dos novos anticoagulantes orais (NOAC) na prevenção e redução da gravidade do AVC em pacientes com FA.

Para esse estudo, que foi observacional unicêntrico, 3.669 pacientes com AVC isquêmico agudo (NIHSS ≥ 11) foram analisados ​​retrospectivamente quanto ao status de FA e a medicação imediatamente antes da admissão no hospital. Um desfecho ruim na alta foi definido como escore na escala de Rankin modificada > 2.

Antes do episódio de AVC, 655 pacientes tinham FA e um escore CHA2DS2-VASc ≥ 2. Entre eles, 325 (49,6%) foram anticoagulados, 159 (24,3%) receberam um NOAC e 75 (11,5%) pacientes com femprocumona tiveram níveis de INR ≥ 2 na admissão.

LEIA TAMBÉM: Novos anticoagulantes orais – comparativo das drogas disponíveis no Brasil

Resultados

Os achados mostraram que:

– Pacientes com um INR ≥ 2 (OR de 0,23; IC de 95%: 0,10 a 0,53) ou que receberam NOAC (OR de 0,48; IC de 95%: 0,27 a 0,86) apresentaram uma menor probabilidade de AVC grave. Essa relação não foi observada nos doentes com INR < 2 [OR de 0,62; IC de 95%: 0,33 a 1,16).

– O OR ajustado para desfecho funcional ruim na alta hospitalar foi de 0,47 (IC de 95%: 0,27 a 0,84) para pacientes com NOAC, 0,33 (IC de 95%: 0,17 a 0,65) para INR ≥ 2 e 0,61 (IC de 95%: 0,32 a 1,16) para INR < 2.

Pelos achados, os pesquisadores concluíram que o uso de NOAC previne e reduz gravidade do AVC em pacientes com FA.

LEIA TAMBÉM: Fibrilação atrial e doença coronariana – anticoagular ou não anticoagular?

Referências:

  • Simon Hellwig; Ulrike Grittner; Heinrich Audebert; Matthias Endres; Karl Georg Haeusler. Non-vitamin K-dependent Oral Anticoagulants Have a Positive Impact on Ischaemic Stroke Severity in Patients With Atrial Fibrillation. Europace. 2018;20(4):569-574.

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Um comentário

  1. Operamos hoje pct 78 anos com história de FA com extenso AVEH intraparenquimatoso em uso de NOAC que só não foi pior (apesar do hemoventriculo) pq a massa encefálica atrófica do paciente permitiu um certo entendimento entre o sangramento e a HIC; e dada a abordagem precoce, foi possível deixar o paciente nas melhores condições de suportar a intervenção.

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