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Hidroclorotiazida

O que há por trás do alerta da ANVISA sobre o uso de hidroclorotiazida?

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Tempo de leitura: 2 minutos.

Recentemente, a ANVISA soltou uma nota de alerta sobre o uso da hidroclorotiazida relacionado a um aumento de câncer de pele não melanoma. O uso do diurético tiazídico parece sensibilizar a pele aos raios UV solares aumentando a incidência de carcinoma de células escamosas.

A origem do alerta é proveniente vários estudos observacionais que mostraram uma relação entre drogas fotossensibilizadoras e a exposição aos raios UV com uma maior incidência de CCE. 1-6.

Um estudo norte-americano no estado da Califórnia com cerca de 30 mil participantes, de pele branca, não hispânicos, portadores de hipertensão, com um tempo médio de cinco anos mostrou um aumento de 17% da incidência de CCE em pacientes que usavam anti-hipertensivos fotossensibilizantes em relação aos pacientes que não utilizavam nenhum medicamento (RR 1,17; 95% IC 1,07-1,28), isso após ajustes para sexo, tabagismo, idade e história de outras neoplasias cutâneas.6

Leia mais: Como orientar o paciente em relação ao câncer de pele?

Em uma metanálise envolvendo sete estudos observacionais, foi confirmada a associação entre CCE e o uso de diuréticos, essa mesma associação não foi observada com outras drogas anti-hipertensivas.7

Um estudo dinamarquês do tipo caso controle com informações obtidas de cinco registros nacionais com mais de 8 mil pacientes com CCE e 172 mil pacientes controles mostrou que pacientes com CCE utilizavam mais hidroclorotiazida que os pacientes controles (10% vs 2,8% ; OR 3,98; 95% IC 3,68-4,31). O mesmo estudo mostrou que uma dose cumulativa da hidroclorotiazida maior que 200 mil mg apresentava um risco muito aumentado de CCE.8

Estes estudos servem de alerta para a utilização da hidroclorotiazida e para os diuréticos tiazídicos em geral no controle da hipertensão arterial. De qualquer maneira não é aconselhável ao paciente interromper o tratamento por conta própria. Mais estudos com melhores desenhos devem ser realizados com a intenção de definir a relação real do uso de diuréticos e a incidência de CCE.

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Referências:

  1. Robinson SN, Zens MS, Perry AE, et al. Photosensitizing agents and the risk of non-melanoma skin cancer: a population-based case-control study. J Invest Dermatol 2013; 133:1950.
  2. de Vries E, Trakatelli M, Kalabalikis D, et al. Known and potential new risk factors for skin cancer in European populations: a multicentre case-control study. Br J Dermatol 2012; 167 Suppl 2:1.
  3. Kaae J, Boyd HA, Hansen AV, et al. Photosensitizing medication use and risk of skin cancer. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev 2010; 19:2942.
  4. Jensen AØ, Thomsen HF, Engebjerg MC, et al. Use of photosensitising diuretics and risk of skin cancer: a population-based case-control study. Br J Cancer 2008; 99:1522.
  5. Friedman GD, Asgari MM, Warton EM, et al. Antihypertensive drugs and lip cancer in non-Hispanic whites. Arch Intern Med 2012; 172:1246.
  6. Su KA, Habel LA, Achacoso NS, et al. Photosensitizing antihypertensive drug use and risk of cutaneous squamous cell carcinoma. Br J Dermatol 2018; 179:1088.
  7. Tang H, Fu S, Zhai S, et al. Use of antihypertensive drugs and risk of keratinocyte carcinoma: A meta-analysis of observational studies. Pharmacoepidemiol Drug Saf 2018; 27:279.
  8. Pedersen SA, Gaist D, Schmidt SAJ, et al. Hydrochlorothiazide use and risk of nonmelanoma skin cancer: A nationwide case-control study from Denmark. J Am Acad Dermatol 2018; 78:673.

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