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OMS declara que a África está livre do vírus da poliomielite

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, nesta terça-feira, 25, que a poliomielite está oficialmente erradicada no continente africano. O anúncio vem quatro anos após o último caso de poliovírus selvagem registrado, na Nigéria, e faz parte de um conjunto de ações desempenhadas pelos chefes de Estado, focando principalmente em vacinação.

A conquista é importante e marca a erradicação do segundo vírus no continente depois da varíola, há 40 anos.

“Essa conquista histórica só foi possível graças à liderança e compromisso de governos, comunidades, parceiros globais de erradicação da pólio e filantropos. Presto homenagem especial aos profissionais de saúde e vacinadores da linha de frente, alguns dos quais perderam suas vidas, por esta nobre causa”, falou o Diretor Regional da OMS para a África, Dr. Matshidiso Moeti.

Leia também: Covid-19: Vacina contra poliomielite pode ajudar no combate ao novo coronavírus?

Apesar da boa notícia, a vigilância é importante, já que apenas com a vacinação em dia o vírus deixa de circular. Além disso, uma outra cepa do mesmo vírus, o cVDPV2, derivado da vacina, ainda circula no continente.  “Devemos ficar vigilantes e manter as taxas de vacinação para evitar o ressurgimento do poliovírus selvagem e enfrentar a ameaça contínua da poliomielite derivada da vacina,” disse o Dr. Moeti.

Dezesseis países da África ainda estão enfrentando surtos dessa cepa do vírus da pólio, que costuma se desenvolver em comunidades subimunizadas.

 

Poliomielite

A poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença infecciosa, causada pelo poliovírus selvagem. O vírus se instala no intestino e é transmitido geralmente por via fecal-oral, mas também pode infectar por via oral-oral.

Entre os sintomas mais frequentes estão febre, mal-estar, dores de cabeça, na garganta e no corpo, além de vômitos, diarreia e constipação. Podem ocorrer também espasmos, rigidez na nuca e até meningite. Na forma grave, pode causar paralisia dos membros, principalmente os inferiores.

A doença pode causar diversas sequelas, como: problemas e dores nas articulações, pé equino, crescimento diferente das pernas, osteoporose, paralisia de uma das pernas ou dos músculos da fala, atrofia muscular, hipersensibilidade ao toque e dificuldade de falar.

Por não ter tratamento específico, a única forma de cuidar é prevenir, com imunização da população.

Veja também: Como incentivar a imunização dos seus pacientes em 2020?

Luta contra a poliomielite na África

A luta contra o vírus no continente vem desde 1966, quando os chefes de Estado africanos se comprometeram a erradicar a pólio durante a Trigésima Segunda Sessão Ordinária da Organização da Unidade Africana em Yaoundé, Camarões. Naquele período, cerca de 75 mil crianças tinham paralisia infantil, anualmente, devido à infecção pelo poliovírus selvagem.

A campanha teve apoio de Nelson Mandela que, em parceria com a Rotary International, se comprometeu com a erradicação da doença por meio da campanha Chute a Pólio para Fora da África. Com Mandela, os esforços se intensificaram para imunização das crianças.

Estima-se que, desde 1996, as campanhas de erradicação tenham impedido até 1,8 milhão de crianças de ter paralisia vitalícia e possam ter salvado cerca de 180 mil vidas.

Iniciativa Global de Erradicação da Pólio

Segundo a OMS, a Iniciativa Global de Erradicação da Pólio já conseguiu reduzir 99,9% dos casos no mundo desde 1988. O projeto é uma parceria global público-privada, que envolve desde organizações a governos nacionais.

Com a erradicação na Nigéria, o poliovírus selvagem continua endêmico apenas no Afeganistão e Paquistão, sendo importante a vigilância e imunização contínua da população para que não tenham casos exportados desses países.

No Brasil, o último caso poliomielite ocorreu em 1989, na cidade de Souza, na Paraíba.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências bibliográficas:

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