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médico vacinando bebê para fazer a correta imunização

Como incentivar a imunização dos seus pacientes em 2020?

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Uma das estratégias mais eficazes nos níveis clássicos de prevenção é a imunização. Classificada como uma forma de prevenção primária (aquela que previne o adoecimento), a vacinação é foco estratégico dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Contudo, para que os benefícios populacionais sejam atingidos e se faça valer o alvo estratégico das medidas, as coberturas necessitam ser amplas, onde a maior parte da população seja atingida.

Dentre as diversas formas de ampliar a adesão e a cobertura vacinal, algumas estratégias são fundamentais e podem ser campo de trabalho do médico geral e do especialista em momentos chave. Dessa forma, você sabe orientar imunização? Quais as campanhas programadas para o próximo ano? Você conhece os grupos prioritários alvo das campanhas? Em quais momentos devo abordar esse tema com meu paciente?

Nós elaboramos cinco estratégias para te ajudar a responder a essas perguntas.

  1. Toda informação de qualidade é válida

Em tempos de fake news e de grandes incertezas na medicina, apesar dos avanços tecnológicos, o número de informações com ruído, veiculação invesada e mesmo falsas é alarmantes. Sob a pecha de informações científicas, muitos mitos acerca de vacinas se espalham. Vivemos em uma cultura em que o tempo de espera para se conseguir aquilo que é desejado é cada vez menor, e dessa forma, aquilo que demanda espera, causa incerteza ou não garante resultados 100% satisfatórios é sempre percebido de maneira muito negativa.

Na saúde, poucas coisas são 100% certas, ou imutáveis. Isso assusta tanto os pacientes, quanto os profissionais. Surfar sobre a onda da incerteza é uma habilidade clínica necessária e avançada. Essa habilidade surge do conhecimento e da qualidade da informação.

Dessa forma, sempre que abordar um paciente acesse os conhecimentos prévios dele sobre o tema, e utilize essa base para gerais informações novas e de qualidade, essas informações, ainda que sejam negativas, causam segurança e diminuem os ruídos, mitos e seus desastrosos desenrolares.

Escutar de modo qualificado otimiza o tempo. Você entende exatamente o que precisa informar ao paciente e pode atuar de maneira pontual e assertiva. Se interrompemos o proesos de comunicação com as agendas médicas não garantimos que a informação seja adequada, não conseguimos atalhar não abordando aquilo que é conhecimento consolidado e o principal não há tempo hábil de checar se a compreensão foi adequada. Quando o assunto imunizações surgir, não perca a chance de ouvir o que o paciente sabe sobre vacinação, sobre a importância disso e as principais razões de se vacinar e consequências da não imunização.

  1. Puericultura: a chave para a boa cultura

Imunização é um dos diagnósticos clássicos da infância. A abordagem do quadro vacinal é step obrigatório de todas as consultas de puericultura. Esse é o principal cenário e momento para se construir a cultura da imunização.

Durante a puericultura isso sempre vai ser oportuno para discussão e mês a mês há a oportunidade de se checar se há compreensão sobre a importância do processo, para que serve imunizar.

Leia também: Qual a imunidade de bebês com menos de 1 ano ao sarampo?

Durante essa abordagem questione o cuidador de modo ativo: “Você sabe para que serve a vacina?” “Você sabe do que as vacinas desse mês protegem?” “Você já ouvir falar sobre vacinas? O que já ouviu falar sobre isso?” e o principal, que é o que impede a adesão na faixa etária pediátrica: “Você tem algum medo ou preocupação com as vacinas?” “Você já ouviu algo sobre vacinas que tenha causado espanto ou surpresa de maneira negativa?”

Nesse espaço que se veicula prioritariamente boa informação, se fortalece o vínculo, transmite segurança ao cuidador, especialmente mãe, e aumenta as chances de adesão e benefícios para os pacientes.

  1. Pré-natal: tempo de reforçar conceitos

Uma boa puericultura nasce de um pré-natal de sucesso. É a continuação em que o binômio mãe-bebê continuam a sofrer as boas consequências de um cuidado que nasce de um bom vínculo. O cartão de vacinação da gestante possui uma agenda bastante diminuta, mas é um bom momento de reforçar a importância da imunização, resgatar os conceitos que serão reaplicados durante a puericultura.

Outro ponto muito importante é verificar se a gestante não faz parte de algum grupo prioritário previamente a gestação e se o fizer se já cumpriu a agenda vacinal para esse grupo. O momento de mudança no ciclo de vida permite uma aproximação com todo o núcleo familiar, e essa é uma ponte muito válida para se conhecer as demandas da família, entre elas as demandas de imunização.

  1. Pacientes crônicos: fazendo valer o tempo a nosso favor

Pré-natal e puericultura parecem momentos quase óbvios de se abordar a situação vacinal, com recomendações formais e steps específicos para isso. Mas a grande oportunidade está no cuidado dos pacientes crônicos.

Normalmente esses pacientes permanecem boa parte do tempo numa situação de obscuridade. Na rotina do serviço de saúde quase sempre a rotina de se fazer um exame de seguimento, uma renovação de prescrição ou outra demanda aguda engole o momento de se realizar prevenção oportuna, promoção e educação em saúde.

Esse grupo tem direitos a situações vacinais específicas (como a vacina anti-pneumocócica em certas condições), é alvo de campanhas específicas, e com muita frequência os pacientes não conhecem esses dirieitos. Além disso, por vezes o profissional não tem a chance de abordar o tema na consulta. Dessa forma, trazer essa discussão para a abordagem inicial dos pacientes crônicos é de grande valor. A pergunta: “como está o seu cartão de vacinas?”, já é um bom começo para adentrar o assunto. Muitas mudanças recentes do sistema de registros de vacina com cadastros unificados facilita o processo quando o indivíduo não tem acesso ao seu próprio cartão de vacinas. Medidas simples que mudam a cara da situação epidemiológica do país.

  1. Campanhas: Quando? Onde? Quem?

Uma boa gestão da clínica envolve planejamento. As medidas populacionais são mais bem eficazes se constituem passo integral no funcionamento da comunidade e do serviço de saúde. Por isso, a abordagem individual precisa checar sempre que possível se a medida coletiva está sendo praticada (imunizações, exames preventivos e de rastreio oportuno, cessar tabagismo, estilo de vida, entre outros, por exemplo). Toda consulta pode ser o momento oportuno de uma checagem. O uso da longitudinalidade te permite que todas as medidas não sejam empregadas ao mesmo tempo. Mas que sejam abordadas cada uma em algum momento.

As campanhas são momentos de maneira coletiva aplicar o primeiro passo e disseminar a boa informação ampliando a cobertura. Uma campanha eficaz não acontece só em seu dia D, mas na preparação com educação em saúde até esse dia. Para isso conhecer o calendário de campanhas pode facilitar a preparação de sua população para esse momento, aumentando a adesão.

Veja também: Vacinação contra influenza e febre amarela terá mudanças em 2020

Para o ano que segue, temos as seguintes campanhas a serem realizadas:

Campanha Data Grupos-alvo
Sarampo (Primeira Etapa) 10/02 a 13/03 Indivíduos de 5 a 19 anos
Sarampo (Segunda Etapa) 03/08 a 31/08 Indivíduos de 30 a 59 anos
Influenza (gripe) 13/04 a 15/05 ·         Idosos com 60 anos ou mais

·         Indivíduos entre  55 e 59 anos

·         Gestantes

·         Puérperas ate 45 dias após parto

·         Crianças de 6 meses a 5 anos

·         Professores de escolas públicas

·         Profissionais de saúde

·         Povos indígenas

·         Portadores de doenças crônicas não transmissíveis ou outras condições especiais

·         Forças de segurança e salvamento

·         Indivíduos entre 12 e 21 anos em cumprimento de medidas socioeducativas

·         População privada de liberdade e profissionais do sistema prisional

 

Poliomielite e multivacinação 09/09 a 30/09 ·         Atualização de cartão vacinal de menores de 15 anos

·         Busca ativa de menores de 5 anos não vacinados contra poliomielite

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