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Outubro Rosa: saiba como identificar e tratar o câncer de mama

Essa semana no Portal da PEBMED falamos sobre o Outubro Rosa e a conscientização sobre o câncer de mama. Por isso, em nossa publicação semanal de conteúdos compartilhados do Whitebook Clinical Decision, separamos os critérios sobre apresentação clínica e critério diagnóstico da neoplasia mamária.

Veja as melhores condutas médicas no Whitebook Clinical Decision!

Este conteúdo deve ser utilizado com cautela, e serve como base de consulta. Este conteúdo é destinado a profissionais de saúde. Pessoas que não estejam neste grupo não devem utilizar este conteúdo.

Anamnese

Identificar possíveis fatores de risco para câncer de mama e avaliar queixas da paciente.

Quadro clínico: Os tumores podem manifestar algum tipo de sintomatologia, como tumoração palpável e/ou derrame papilar e/ou mastalgia. Também podem ser assintomáticos, achados nos exames complementares de rastreio.

Fatores de risco: História familiar (1º grau); menopausa tardia; menarca precoce; nuliparidade; uso crônico de álcool; mutação dos genes BRCA 1 e BRCA; dieta rica em gorduras, entre outros.

Exame Físico

Exame físico completo das mamas. Inspeção dinâmica e estática e palpação:

  • Com a paciente sentada, os braços devem estar pendentes ao lado do corpo e com a paciente realizando os seguintes movimentos: elevação dos membros superiores acima da cabeça, pressão sobre os quadris, inclinação do tronco para frente;
  • Deve-se observar: irregulares nos tecidos, descamação; assimetria; retração (“pele em casca de laranja”); vascularização e tumorações. Durante o exame, as aréolas também devem ser inspecionadas;
  • Palpação: O método palpatório engloba a palpação das mamas e das axilas, principalmente pela investigação dos linfonodos. Examinando os linfonodos axilares deve então ser feito uma concha com os dedos, penetrando o mais alto possível em direção ao ápice da axila e depois em direção a caixa torácica, observando os linfonodos palpáveis e a consistência dos mesmos;
  • Não esquecendo de avaliar a cadeia linfonodal supraclavicular;
  • Para examinar a mama da paciente: Pede-se para a paciente colocar as duas mãos debaixo da nuca (posição pegando sol), sempre com a polpa digital, em movimentos circulares, no sentido horário. Após o exame bilateral, deve haver uma expressão dos mamilos para avaliar descarga papilar.
Em caso de nódulos palpáveis e/ou classificação suspeita de BIRADS, podemos proceder a alguns procedimentos adicionais, como a PAAF (Punção Aspirativa por Agulha Fina); punção por agulha grossa (Core Biopsy) ou mamotomia (biópsia percutânea, assistida a vácuo).
Exames de rotina: Rastreio com mamografia e seguir com exames complementares, se houver necessidade.
  • Microcalcificações: paleomórficas, agrupadas, lineares, amorfas;
  • Nódulos: irregulares, espiculado, hiperdenso, entre outros.
A proposta do rastreamento com mamografia e suas classificações em BIRADS, foram propostas para detectar se há lesões microscópicas precursoras de malignidade. Deve ser realizada a partir dos 40 anos ou 10 anos antes do caso de câncer de mama em parentes de 1º grau na família. Deve ser realizada até os 69 anos e permanecer por ao menos 5 anos, em caso de expectativa de vida para tal.
Classificação BIRADS:
  • BIRADS 0: Estudo incompleto, necessita de exames adicionais;
  • BIRADS 1: Mamografia sem achados de malignidade;
  • BIRADS 2: Achados benignos; seguimento anual;
  • BIRADS 3: Achados provavelmente benignos; seguimento 6/6 meses. São lesões com risco menor que 2% de serem
    malignas;
  • BIRADS 4: Achados suspeitos de malignidade; divididas em:
    • 4a: lesões pouco suspeitas;
    • 4b: lesões com grau intermediário de suspeição;
    • 4c: lesões com importante grau de suspeição;
  • BIRADS 5: Altamente suspeito de malignidade;
  • BIRADS 6: Casos malignos confirmados por biópsia.
Ultrassonografia tem papel complementar, como diferenciação entre lesões sólidas e císticas e pesquisa de multicentralidade.
Ressonância magnética: Rastreamento de câncer em pacientes de alto risco, estadiamento do câncer por meio de aferição do tamanho do tumor, focos de multicentralidade e/ou multifocalidade. Pesquisa de carcinoma oculto de mama; reavaliação de involução do tumor após quimioterapia.
Este conteúdo foi desenvolvido por médicos, com objetivo de orientar médicos, estudantes de medicina e profissionais de saúde em seu dia-a-dia profissional. Ele não deve ser utilizado por pessoas que não estejam nestes grupos citados, bem como suas condutas servem como orientações para tomadas de decisão por escolha médica. Para saber mais, recomendamos a leitura dos termos de uso dos nossos produtos.

Um comentário

  1. Claudete da Conceição Cunha Bezerra [Amapá]

    Muito bom essas informações para repassar a nossas usuárias do SUS.

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