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Ovo na dieta é saudável? Veja que o dizem os estudos recentes

ACC 2019, Cardiologia
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O ovo voltou a roubar a cena, com a publicação de um estudo sobre associação entre seu consumo e risco cardiovascular, durante o Congresso do American College of Cardiology 2019 (ACC 2019). Muitos artigos têm sido publicados com o intuito de avaliar esta relação, porém os dados permanecem controversos.

Ovos, especialmente a gema, são uma fonte importante de colesterol dietético; um ovo grande (≈50 g) contém aproximadamente 186 mg de colesterol. Com essa quantidade de colesterol, é natural pensarmos que o ovo pode estar associado ao aumento de risco cardiovascular, porém uma meta-análise recente de estudos de coorte não demonstrou a associação entre colesterol dietético e risco cardiovascular.

O que diz o estudo do ACC 2019?

Foram colhidos dados de 6 coortes prospectivas, com 29615 participantes. Em um seguimento médio de 17,5 anos, 18% tiveram eventos cardiovasculares e houve 21% de mortes por todas as causas. Cada 300 mg adicionais de colesterol dietético consumido por dia foi significativamente associado com maior risco de doença cardiovascular.

Leia maisNovas metas de LDL colesterol: quanto mais baixo melhor?

O estudo concluiu que entre os adultos, o maior consumo de colesterol ou ovos na dieta foi significativamente associado com maior risco de incidência de doenças cardiovasculares e mortalidade por todas as causas, tendo relação dose-resposta. Os autores ressaltaram que esses resultados devem ser considerados no desenvolvimento de diretrizes e atualizações dietéticas.

Afinal, devemos manter ovo na dieta?

Esta é uma resposta complicada, tendo em vista as controvérsias dos artigos. Aqui no nosso portal por exemplo, já discutimos este tema algumas vezes e vimos ovos associados com redução de risco de acidente vascular encefálico e como não tendo relação como fator de risco cardiovascular em pacientes diabéticos.

As diretrizes nutricionais do ACC, publicadas em 2017, destacam que seria prudente aconselhar os pacientes a limitar significativamente o consumo de ovos ou qualquer alimento com alto teor de colesterol ao mínimo possível.

Porém, como médicos no Brasil, temos que pensar que ovos são alimentos baratos,  ricos em proteína de alta qualidade, vitaminas, ácidos graxos essenciais, antioxidantes e minerais, sendo um alimento importante para a nutrição de muitos de nossos pacientes. Neste contexto, as recomendações para limitar o consumo de ovos, devem ser baseadas em fortes evidências científicas.

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Referências:

  • Associations of Dietary Cholesterol or Egg Consumption With Incident Cardiovascular Disease and Mortality. JAMA 2019;321:1081-1095.
  • Dietary cholesterol and cardiovascular disease: a systematic review and meta-analysis
  • Meta-analysis of Egg Consumption and Risk of Coronary Heart Disease and Stroke. J Am Coll Nutr. 2016 Nov-Dec;35(8):704-716. Epub 2016 Oct 6

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