Leia mais:
Leia mais:
Indicações das vacinas contra o HPV no Brasil
Aberta consulta pública para inclusão de cinco medicamentos contra o câncer no rol da ANS
Pesquisadores da Unicamp desenvolvem medicamento que apresenta bons resultados no combate ao câncer de bexiga
Dia Mundial do Câncer: como está palavra conversa com você
O cuidado sobre a espiritualidade frente a pessoa com câncer

Pesquisadores da Unicamp desenvolvem medicamento que apresenta bons resultados no combate ao câncer de bexiga

Sua avaliação é fundamental para que a gente continue melhorando o Portal Pebmed

O Portal PEBMED é destinado para médicos e demais profissionais de saúde. Nossos conteúdos informam panoramas recentes da medicina.

Caso tenha interesse em divulgar seu currículo na internet, se conectar com pacientes e aumentar seus diferenciais, crie um perfil gratuito no AgendarConsulta, o site parceiro da PEBMED.

Um medicamento desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) tem apresentado resultados promissores no tratamento do câncer de bexiga. Trata-se do OncoTherad (Oncology Therapy Adjuvant).

A tecnologia foi licenciada com exclusividade para a empresa Nanoimmunotherapy Pharma, formada por docentes e pesquisadores da Unicamp. A patente da tecnologia foi concedida nos Estados Unidos pelo United States Patent and Trademark Office (USPTO, na sigla em inglês).

OncoTherad, imunoterápico produzido no Brasil para câncer de bexiga

OncoTherad

O tratamento experimental conseguiu eliminar o tumor em 77,3% dos participantes e, nos demais casos, a doença retornou menos agressiva. Os voluntários têm sido acompanhados há quase três anos e, até agora, ninguém retirou a bexiga ou veio a óbito.

Leia também: FDA aprova a primeira imunoterapia para pacientes com câncer de bexiga metastático

“Trata-se de um imunoterápico totalmente desenvolvido em uma universidade pública brasileira, com patente 100% brasileira, um acontecimento inédito no país. Isso abre a possibilidade de negociação com grandes companhias farmacêuticas, que poderão nos ajudar a colocar o produto no mercado”, disse o professor do Instituto de Biologia da Unicamp, Wagner José Fávaro, que também é inventor do medicamento ao lado do professor Nelson Duran, em entrevista ao Portal da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Metodologia e resultados

Foram recrutados 58 voluntários, mas somente 44 (30 homens + 14 mulheres) atendiam a todos os critérios de inclusão na pesquisa. Os ensaios clínicos foram realizados no Hospital Municipal de Paulínia, sob o comando do médico urologista João Carlos Cardoso Alonso.

A meta era testar a segurança e a eficácia do imunoterápico em pacientes que não responderam ao tratamento de primeira linha para tumores não músculo-invasivo.

Durante seis semanas, os voluntários foram submetidos a aplicações semanais de OncoTherad dentro da bexiga e por via intramuscular nos glúteos. Nos seis meses seguintes, as aplicações passaram a ser quinzenais. Por último, foram realizadas aplicações mensais até completar dois anos de tratamento. A cada três meses os pacientes passavam por exames para monitorar a evolução do tumor.

Ao final de 18 meses, 77,3% dos voluntários ainda se mantinham livres da enfermidade. Em dez pacientes o câncer voltou menos agressivo e as lesões foram removidas por raspagem. Em outros dois participantes o tumor voltou após os 18 primeiros meses, também de forma atenuada. Ninguém precisou remover a bexiga até o momento.

Entre os efeitos colaterais foram relatados apenas sintomas leves estão cistite, ardência ao urinar, dores nas articulações, coceiras no corpo e pele avermelhada, febre baixa e dor abdominal.

As próximas etapas de desenvolvimento do fármaco dependem de uma negociação com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a indústria farmacêutica.

“Os ensaios clínicos multicêntricos de fases 2 e 3 necessitam de uma estrutura fabril com certificações da Anvisa. A obtenção da patente nos Estados Unidos deve nos ajudar nesse processo de interlocução com os órgãos reguladores”, contou o professor Wagner Fávaro, que complementou que os resultados iniciais abrem caminho para um melhor tratamento e qualidade de vida desses pacientes, sem a necessidade da retirada da bexiga ou da instalação de uma bolsa coletora para fezes e urina.

Recentemente, o medicamento começou a ser testado também no tratamento da Covid-19.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências bibliográficas:

Autor(a):

Cadastre-se ou faça login para acessar esse e outros conteúdos na íntegra
Cadastrar Fazer login
Veja mais beneficios de ser usuário do Portal PEBMED: Veja mais beneficios de ser usuário
do Portal PEBMED:
7 dias grátis com o Whitebook Aplicativo feito para você, médico, desenhado para trazer segurança e objetividade à sua decisão clínica.
Acesso gratuito ao Nursebook Acesse informações fundamentais para o seu dia a dia como anamnese, semiologia.
Acesso gratuito Fórum Espaço destinado à troca de experiências e comentários construtivos a respeito de temas relacionados à Medicina e à Saúde.
Acesso ilimitado Tenha acesso a noticias, estudos, atualizacoes e mais conteúdos escritos e revisados por especialistas
Teste seus conhecimentos Responda nossos quizes e estude de forma simples e divertida
Conteúdos personalizados Receba por email estudos, atualizações, novas condutas e outros conteúdos segmentados por especialidades
Referências bibliográficas:

    O Portal PEBMED é destinado para médicos e demais profissionais de saúde. Nossos conteúdos informam panoramas recentes da medicina.

    Caso tenha interesse em divulgar seu currículo na internet, se conectar com pacientes e aumentar seus diferenciais, crie um perfil gratuito no AgendarConsulta, o site parceiro da PEBMED.

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado.

    Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.