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Fraturas do escafoide correspondem a 60% das fraturas do carpo e 11% das fraturas da mão, sendo a maior parte causadas em homens jovens por quedas ou lesões esportivas. Pseudoartrose pode ocorrer em 5 a 15% das fraturas de escafoide, podendo esse número chegar a 50% em fraturas desviadas e sua evolução leva a colapso carpal e artrose do punho com dor e perda de função.

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O tratamento cirúrgico habitual é realizado com parafusos canulados sem cabeça (tipo Herbert) e gera uma baixa taxa de pseudoartrose. Em fraturas desviadas mais de 2 mm, a redução aberta é indicada para melhor tratamento. Em fraturas muito cominutas, a fixação adequada com parafuso canulado é difícil pela instabilidade rotacional dos fragmentos e pode aumentar a chance de pseudoartrose. Alguns estudos recentes demonstraram que o uso de placas nesses casos levaria a uma menor taxa de pseudoartrose, solucionando a instabilidade rotacional.

Placas para fraturas e pseudoartroses de escafoide: uma boa opção?

O estudo

Foi publicado no último mês na revista Hand um estudo australiano com o objetivo de revisar a taxa de consolidação nas fraturas de escafoide tratadas com placa. Foram analisados retrospectivamente 28 pacientes operados pelo mesmo cirurgião em 3 hospitais diferentes com 3 meses ou mais de follow-up. Desses, 19 eram casos de pseudoartrose e 9 fraturas agudas.

Todas as cirurgias foram realizadas com acesso volar e, no caso das pseudoartroses, enxerto não vascularizado do radio distal ou crista ilíaca foram utilizados. O material utilizado foi a placa para escafoide Medartis TriLock com combinação de parafusos corticais e bloqueados. Os pacientes ficaram com ADM de punho protegido até 6 a 8 semanas e foram radiografados 6, 12, 24 semanas e 1 ano de pós-operatório.

Apenas 1 dos 28 casos evoluiu com pseudoartrose (caso de fratura aguda). O tempo médio de consolidação foi de 16,4 semanas. A maioria das fraturas do escafoide foram fraturas do colo, 21 (75%), seguidas de 4 fraturas proximais (14,3%), 2 fraturas distais (7,1%) e 1 fratura articular distal (3,6%). Dez fraturas do escafoide (37,5%) apresentaram algum grau de cominuição, enquanto as demais foram fraturas simples.

Quatro pacientes tinham cirurgia prévia para fraturas do escafoide com fixação interna. Destes, 2 foram tratados sem sucesso com parafusos de compressão sem cabeça, 1 fratura do colo e 1 do escafoide proximal. Dois pacientes tiveram fraturas no colo que não consolidaram apesar de 2 tentativas separadas de fixação do parafuso. Todos os 4 desses pacientes alcançaram a união óssea após o tratamento com placa.

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A complicação pós-operatória mais comum dessa cirurgia foi o impacto da placa, causando irritação e crepitação no punho. Dos 28 pacientes, 16 (57%) foram submetidos a nova cirurgia para retirada da placa, todas por impacto. Nenhuma outra complicação, incluindo afrouxamento do parafuso e quebra do implante, foi encontrada na última revisão dos pacientes.

Na nossa realidade

Na nossa realidade, as placas para escafoide ainda são pouco utilizadas. Suas indicações mais formais são casos de pseudoartrose ou fraturas agudas muito cominuídas. Entretanto, os bons resultados gerados pelos parafusos canulados e o risco de impacto talvez sejam responsáveis pelo pouco interesse na utilização das placas no nosso meio.

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#Lemke KA, Mannambeth RV, Carman CJ, Csongvay S. Volar Plating of Scaphoid Fractures: A Retrospective Case Series. HAND. March 2022. doi:10.1177/15589447221075674  
Referências bibliográficas:

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