Residência Médica

Prova de residência: temas que você não pode deixar de revisar em ginecologia e obstetrícia

Tempo de leitura: 3 min.

Entrar para a residência é mais um dos muitos desafios que o médico precisa enfrentar durante sua carreira. A especialidade de ginecologia e obstetrícia (GO) é a quarta com mais profissionais no Brasil, segundo a Demografia Médica de 2020, sendo sua residência, portanto, uma das mais disputadas.

O curso dura 3 anos e durante esse período o residente atua em hospital geral, maternidade, unidades básicas de saúde, enfermarias, centro cirúrgico e centro obstétrico, colocando em prática também um pouco do que aprendeu durante a faculdade – já que GO é uma das áreas básicas da medicina.

Para te ajudar neste momento, trouxemos os temas que caem nas principais provas e que você não pode deixar de revisar! Confira abaixo.

Residência de ginecologia e obstetrícia

Temas de obstetrícia

Diagnóstico de gestação:

  • Clínico: sinais de possibilidade, probabilidade e certeza;
  • Rotina de pré-natal de baixo risco;
  • Exames: rotina de primeiro, segundo e terceiro trimestres;
  • Agendamento de consultas e retornos;
  • Alta de pré-natal;
  • Retorno puerperal: consulta e orientações: contracepção!

Sangramentos de primeira metade gravidez:

  • Aborto:
    • Diferenciar diagnósticos entre ameaça de aborto, aborto incompleto, aborto completo, aborto em curso;
    • Conduta frente a cada um dos quadros acima;
  • Gestação ectópica:
    • Diagnóstico adequado;
    • Critérios para tratamento expectante, clínico ou cirúrgico;
  • Mola hidatiforme:
    • Avaliação diagnóstica: clínica, exames complementares e conduta;
    • Complicações: diagnóstico e conduta;
    • Transformação maligna: diagnóstico e conduta.

Leia também: Residência médica, quando fazer? Vantagens e desvantagens

Sangramentos de segunda metade gravidez:

  • Placenta prévia:
    • Diferença entre os diagnósticos diferenciais sangramento segunda metade;
    • Quadro clínico;
    • Exames complementares;
    • Conduta: expectante e ativa;
  • Descolamento prematuro de placenta normoinserida:
    • Quadro clínico;
    • Diagnóstico diferencial;
    • Conduta ativa x expectante;
  • Outros quadros mais raros de sangramento de segunda metade:
    • Diagnóstico e conduta;
  • Diagnóstico diferencial.

Síndromes hipertensivas na gravidez:

  • Classificação:
    • Hipertensão crônica;
    • DHEG (pré-eclampsia) leve x grave;
    • Eclampsia;
    • HELLP síndrome:
      • Critérios diagnósticos e sobreposição de diagnósticos;
      • Conduta em cada caso;
    • Momento de interrupção da gestação (principalmente em DHEG).

Diabetes gestacional:

  • Diagnóstico;
  • Classificação;
  • Controle e conduta;
  • Interrupção da gravidez (pergunta difícil para nível de entrada residência, mas possível para residentes atuantes se for o caso da indicação da prova).

Temas de ginecologia

Colpocitologia oncótica:

  • Rotina de coleta: idade inicial e final , intervalo e técnica;
  • Interpretação resultados normais;
  • Diferenciação de lesões HPV induzidas;
  • Conduta em quadros iniciais lesões HPV induzidas (pergunta difícil de caráter seleção numa prova de acesso à residência médica).

Mamografia:

  • Indicações para realização: idades;
  • Resultados possíveis e condutas (focar principalmente nas classes BIRADS 1 e 2).

Vulvovaginites:

  • Identificação dos principais e mais comuns quadros vaginites na idade reprodutiva;
  •  Tratamento em unidades básicas de saúde dos quadros não recorrentes:
    • Opções terapêuticas, dose e tempo de tratamento.

Sangramento uterino anormal:

  • Diagnóstico;
  • Conduta em cada etapa vida mulher: adolescente, idade reprodutiva, pré e pós-menopausa.

Contracepção:

  • Critérios básicos de escolha de métodos contraceptivos;
  • Contraindicações ao uso de contracepção hormonal;
  • Seleção de via de administração de contraceptivos: critérios.

Veja também: Começou a residência médica? Confira algumas dicas! [vídeo]

Climatério:

  • Diagnóstico;
  • Exames de rotina;
  • Identificação de indicações e contraindicações para tratam3ento;
  • Tratamento de pacientes com e sem útero.

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Publicado por
João Marcelo Martins Coluna

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