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Reflexões atuais sobre o dia da imunização 

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No dia nove de junho é comemorado o dia da imunização. Essa data foi instituída para incentivar a população sobre a importância da vacinação, reduzindo a incidência de algumas doenças e erradicando outras. Nota-se a relevância dessa discussão, visto que atualmente o número de responsáveis que não vacinam as crianças têm aumentado a cada ano. Ademais, diante da pandemia da Covid-19 e a produção de novas vacinas, essa temática vem mobilizando grande parte do mundo.

Nesse contexto, cabe destacar que a maioria dos óbitos eram relacionados a doenças infecto parasitárias até o século 18. Frente a essa realidade, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a mortalidade infantil caiu de 146,6/mil habitantes em 1940 para 11,9/mil habitantes em 2019. Além disso, evidencia-se que o desenvolvimento das vacinas, a imunização em massa e a ampliação do calendário vacinal foram decisivos para a alteração no padrão de mortalidades.

Leia também: Vacinação contra Covid-19 em crianças e adolescentes

No dia nove de junho é comemorado o dia da imunização. Essa data foi instituída para incentivar a população sobre a importância da vacinação.

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Marcos históricos da vacinação no Brasil

Levando em consideração alguns marcos históricos da Saúde Pública, a primeira epidemia enfrentada no Brasil foi contra a varíola em 1563. Convém mencionar que somente em 1796 foi criada a primeira vacina no mundo, na Inglaterra. Nesse sentido, durante o início do século 20, o Brasil passou por um período de reformas sanitárias e de instituição da vacina obrigatória da varíola — época da Revolta da Vacina — sendo erradicada em 1966, quase 400 anos após o início do enfrentamento da doença.

É importante apontar que em 1973 houve a criação do Programa Nacional de Imunização (PNI), instituído pela Lei nº 6.259, tendo como principal objetivo garantir a cobertura vacinal. Por meio do PNI, originou-se, em 1977, o 1º calendário vacinal no país com as seguintes vacinas: poliomielite oral, DTP, sarampo e BCG. Atualmente, o Brasil possui calendários diferenciados para crianças, adolescentes/adultos, gestantes e idosos. O calendário vacinal da criança, que em 1977 possuía apenas quatro vacinas, hoje possui quinze vacinas incluídas e garante a redução do adoecimento das crianças, como informado pelo IBGE.

Desafios na cobertura vacinal

Todavia, observa-se que a incidência de surtos de doenças infecciosas está diretamente ligado à redução da cobertura vacinal nos países. Nesse ambiente, estudos apontam a diminuição da taxa de vacinação desde o ano 2000, coincidindo com a recente reemergência de surtos de sarampo intensificados desde 2011. Essa informação é bastante preocupante para a saúde pública, pois vem ocorrendo a redução à adesão da população na prevenção das doenças evitáveis. Em paralelo a isso o país vem desenvolvendo campanhas de vacinação contra sarampo, com intuito de evitar os surtos da doença 

Nessa conjuntura, também, apontam-se as ações globais que estão sendo realizadas na prevenção da Covid-19, mediante a produção de vacinas contra o SARS-CoV-2. 

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Embora se avance em relação à imunização, ainda são encontrados obstáculos na adesão da população e na compreensão da importância vacinal como estratégia de saúde pública. Por esse motivo, é de responsabilidade de todos os profissionais da saúde o incentivo à vacinação, reforçando a importância da atualização da caderneta vacinal em todos os ciclos de vida. 

Autor(a):

Referências bibliográficas:

  • Barbieri CLA, Couto MT, Airth FMA. A (não) vacinação infantil entre a cultura e a lei: os significados atribuídos por casais de camadas médias de São Paulo, Brasil. Cadernos de Saúde Pública. 2017;33(2). doi: 10.1590/0102-311X00173315
  • Brasil. Lei nº 6.259, de 30 de outubro de 1975. Dispõe sobre a organização das ações de vigilância epidemiológica, sobre o programa nacional de imunizações, estabelece normas relativas à notificação compulsória de doenças, e dá outras providências. Diário Oficial da União 1975; 31 out.
  • Brasil. Tábua completa de mortalidade para o Brasil – 2019: breve análise da evolução da mortalidade para o Brasil. Rio de Janeiro: IBGE; 2020. Acessado em 6 jun 2021. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/3097/tcmb_2019.pdf
  • CONASS (BR). Curso IMUNIZASUS. Mais Conasems. 2021 Disponível em: https://www.conass.org.br/imunizasus-curso-de-aperfeicoamento-de-profissionais-tem-inscricoes-abertas-ate-o-dia-15/
  • Moreira TMM, Jorge MSB, Ávila MMM (coord). Manual de Saúde Pública. 2ª ed. Salvador: Editora Sanar, 2019.

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