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seringas de vacinas contra a Covid-19

Resultados de mais dois estudos de vacinas contra a Covid-19 são favoráveis

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Mais duas vacinas contra a Covid-19 tiveram seus resultados preliminares divulgados esta semana: a BNT162b1 e a Ad26.COV2.S. Ambas estão entre as vacinas testadas no Brasil.

Os resultados da Ad26.COV2.S, desenvolvida pelo grupo Johnson & Johnson, foram publicados apenas em preprint, mas apontaram que a vacina, além de segura, induziu resposta imune após uma única dose.

Segundo a publicação da Nature do último dia 30, a BNT162b1 produz múltiplos mecanismos com potencial de proteger contra a infecção viral, induzindo a produção robusta de anticorpos específicos, de células T (tanto do tipo CD4+ como do tipo CD8+) e ainda de respostas de citocinas favoráveis.

Leia também: Coronavac, vacina contra a Covid-19, apresenta segurança e eficácia, e testes são ampliados

Vacinas contra a Covid-19

A BNT162b1 é uma das duas vacinas produzidas pela Pfizer com a BioNTech, baseadas em ácido ribonucleico (RNA), que codifica um antígeno específico do novo coronavírus. Mas, apesar de não ter apresentado efeitos colaterais graves, a vacina não seguirá para a fase 3. As empresas escolheram um segundo tipo da vacina para continuar os testes, a BNT162b2, por ter apresentado menos reações adversas.

O estudo divulgado esta semana é o segundo de fases 1 e 2, e teve 60 adultos saudáveis, de 18 a 55 anos. Eles foram divididos em grupos e alguns tomaram duas doses da vacina com 1µg, 10µg, 30µg e 50µg ou uma dose de 60µg. A dose de 1µg conseguiu induzir uma concentração 0,7 vezes maior de anticorpos, e a dose de 50 µg, uma concentração 3,5 vezes mais alta.

No dia 43 após a vacinação, porém, o número de anticorpos demonstrou um declínio. Os participantes continuarão a ser acompanhados para avaliar por quanto tempo estarão imunizados.

Este não foi um estudo randomizado controlado por placebo, nem duplo-cego. Esse fato, além da pequena amostragem, são as principais limitações apresentadas.

Vacina Ad26.COV2.S

Os pesquisadores realizaram um ensaio clínico multicêntrico randomizado, controlado por placebo, e duplo-cego com a Ad26.COV2.S, que é composta de um vetor recombinante, não replicante, de adenovírus tipo 26 (Ad26), construído para codificar a proteína S (Spike) do SARS-CoV-2.

Participaram 796 pessoas, incluindo 394 idosos com mais 65 anos. Uma parte recebeu uma dose única e outra recebeu duas doses da vacina. Os resultados após segunda dose ainda não foram publicados, mas mesmo após dose única a vacina induziu a produção de células T e anticorpos de forma similar entre todas as faixas etárias.

Os principais efeitos colaterais foram febre, fadiga, dor de cabeça e dor no corpo. Para diminuir os eventos adversos, os próximos testes deverão ser feitos apenas com uma dose única.

Produzida pela Janssen, do grupo J&J, a vacina, após resultados favoráveis, começará os estudos de fase 3 em todo o mundo na próxima semana. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou os testes em 7 mil voluntários.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências bibliográficas:

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