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médica olhando os resultados de um exame no tablet

RNM, TC ou RX: o que pedir no paciente potencialmente neurocirúrgico?

Tempo de leitura: 2 minutos.

Vivemos em panorama atual da medicina onde as discussões entre as especialidades se fazem cada vez mais necessárias para melhor atenção ao doente. Retrospectivamente, essas grandes discussões se faziam diante apenas dos casos mais complexos, dentro das enfermarias dos hospitais universitários, mas atualmente esta não é mais a realidade. Principalmente nas grandes emergências e até mesmo ambulatorialmente, seja na clínica privada ou no PSF.

Nos nosocômios com alguns casos mais específicos requerem conhecimento de especialidades que não temos tanta afinidade, como a neurocirurgia para muitas pessoas. Pensando nisso, criei este fluxograma para auxiliar ao clínico generalista a diferenciar as grandes síndromes que causam dor lombar de forma mais simplista, e quais exames pedir para que então, o caso possa ser discutido com um especialista, viabilizando um melhor fluxo no atendimento e rapidez do diagnóstico do paciente, e poupando recursos na solicitação de exames que não irão auxiliar no diagnostico diferencial do caso em questão.

Sabe-se que avaliação médica geral e especialista não pode ser engessada com fluxogramas e protocolos muito rígidos, mas em algumas avaliações estes auxiliam na tomada de decisão diante de um possível paciente que deve ser avaliado em caráter de maior emergência e não se sabe por qual conduta começar.

Devemos tomar como base alguns yellow flags que nos chamam a atenção para pacientes possivelmente com sinais que predizem recorrência de da dor lombar independente do tratamento, associado a déficit funcional e bem como ausências no trabalho por sugerirem fatores de risco psicossociais. Já alguns red flags devem ser investigados para exclusão de outras etiologias em pacientes com patologias de base que levam a um pior prognóstico e eminente risco físico.

1) Sinais de Alerta – “Yellow Flags”

  • Humor deprimido ou negativo (principal fator de risco para cronicidade), isolamento social.
  • Crença que a dor e a manutenção da atividade são lesivas.
  • “Comportamento doentio” (insistência em ficar de repouso por longo período).
  • Tratamento prévio que não se adequa às melhores práticas.
  • Indícios de exagero na queixa e esperança de recompensa.
  • História de abuso de atestado médico.
  • Problemas no trabalho, insatisfação com o emprego.
  • Trabalho pesado com poucas horas de lazer.
  • Superproteção familiar ou pouco suporte familiar.

2) Sinais de Perigo – “Red Flags”

  • 50 anos com história de trauma ou > 70 anos.
  • Febre, calafrios, ferida próxima à coluna, ITU ou infecção de pele recente.
  • Trauma moderado a grave.
  • Dor à noite ou ao deitar.
  • Déficit motor ou sensitivo progressivo.
  • Anestesia em sela, ciatalgia bilateral, fraqueza nas pernas, retenção urinária, incontinência fecal.
  • Perda de peso inexplicada.
  • História de câncer ou suspeita de câncer.
  • História de osteoporose.
  • Imunossupressão.
  • Uso crônico de corticoide.
  • Uso de fármaco intravenoso.
  • Abuso de substância psicoativa.
  • Falha terapêutica após 6 semanas de tratamento (manutenção ou piora do quadro).

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