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SBIm se posiciona sobre a suspensão da vacinação contra a Covid-19 em adolescentes sem comorbidades

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Em 15 de setembro, o Ministério da Saúde (MS) ordenou que a vacinação contra a covid-19 em adolescentes sem comorbidades fosse suspensa. No dia seguinte, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) publicou uma nota, discordando da decisão do MS com relação à vacinação de adolescentes que não sejam portadores de comorbidades, depois de anunciado o início da vacinação desse grupo. A SBIm entende que populações de maior risco devem ser priorizadas, no entanto, essa decisão pode ocasionar medo na população, dando abertura para a divulgação de fake news.

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SBIm se posiciona sobre a suspensão da vacinação contra a Covid-19 em adolescentes sem comorbidades

As justificativas da SBIm incluem:

  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) não é contrária a vacinação de adolescentes que tenham ou não comorbidades. Inclusive, o Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização da OMS defende que as vacinas de mRNA (Pfizer/BionTech) são adequadas para indivíduos com mais de 12 anos;
  • A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não limitou a aplicação da vacina em adolescentes com comorbidades;
  • A vacinação de adolescentes sem comorbidades já havia sido autorizada previamente pelo MS;
  • A recomendação é de se usar somente a Pfizer/BionTech para esse público, portanto, o fato de outros imunizantes não terem sido testado em ensaios clínicos randomizados e licenciados pela Anvisa nessa faixa etária e aplicações equivocadas pontuais de vacinas de outros fabricantes não justificam a interrupção;
  • Segundo o MS, foram registrados 1.545 eventos adversos (EA) entre os 3.538.052 adolescentes vacinados no país até o momento (0,00043%), sendo que erros de imunização respondem por 93%;
  • A incidência de EA graves como miocardite em quem recebeu duas doses da vacina é imensamente inferior ao risco da própria Covid-19 em si;
  • Em nota técnica publicada no mesmo dia em que aconselhou a suspensão da vacinação de adolescentes, o MS assegurou “que o risco/benefício da vacina é altamente favorável, uma vez que o risco da doença Covid-19 na ausência da vacinação e o desenvolvimento de formas graves é maior do que a baixa probabilidade da ocorrência de um EA pós-vacinação. Além disso, os episódios de miocardite/pericardite, com provável associação à vacina ocorreram de forma leve e com boa evolução clínica. E finalizou a nota com a assertiva: “Assim, mantém-se a recomendação de vacinação para toda população com indicação para o imunizante, principalmente pelo risco da doença Covid-19 e suas sequelas superarem o baixo risco de um EA pós-vacinação”;
  • A  morte de um adolescente vacinado com o imunizante da Pfizer deve ser apurada com cautela, assim como todas os possíveis EA relatados, para se evitar medidas precipitadas;
  • A melhora no cenário epidemiológico brasileiro nos últimos 2 meses não é motivo para a interrupção, inclusive, a vacinação é um dos fatores, senão o principal, que contribuiu para esse progresso.

Conclusão

Portanto, segundo a SBIm, os argumentos levantados não são comprovados ou não têm evidências, não havendo embasamento científico para essa resolução, dessa forma, entende que deve haver seguimento da vacinação, conforme já analisado, autorizado e indicado pela Anvisa.

Saiba mais: Síndrome ligada à Covid-19 é responsável por 46 óbitos de crianças e adolescentes no Brasil

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