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Sepse: destaques do Surviving Sepsis Campaign (2021)

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No texto de hoje, o Blog do Whitebook traz alguns destaques das atualizações sobre sepse e choque séptico. Os guidelines do Surviving Sepsis Campaign (SSC) foram atualizados em outubro deste ano e publicados na Intensive Care Medicine.

Sepse é uma síndrome clínica caracterizada por alterações fisiológicas, biológicas e bioquímicas consequentes da desregulação da resposta do hospedeiro à infecção. A sepse e a resposta inflamatória associada podem levar à síndrome de disfunção de múltiplos órgãos e à morte. Tal condição crítica acomete milhões de pessoas anualmente ao redor do mundo. Por ser uma grande causa de mortalidade, muita atenção é dada para a implementação de práticas que possam auxiliar a melhorar os desfechos.

Visando padronizar condutas e aumentar a conscientização em relação à condição, o Surviving Sepsis Campaign (SSC) reúne um conjunto de recomendações sobre o manejo de pacientes com sepse e choque séptico. Veja abaixo os destaques das atualizações:

  • Não é recomendada a utilização do qSOFA como ferramenta de rastreio de sepse e choque séptico;  
  • Em pacientes com choque séptico, com necessidade de uso de drogas vasoativas, recomenda-se como alvo uma PAM de 65 mmHg em detrimento de valores mais altos;
  • Para pacientes adultos com choque séptico ou com alta probabilidade de sepse, recomenda-se administração imediata de antimicrobianos, idealmente na primeira hora, mas para pacientes com possível sepse sem choque, recomenda-se avaliação rápida da possibilidade da presença de infecção vs. causas não infecciosas de doença aguda. Atenção: se a suspeita de causa infecciosa persistir, recomenda-se administração de antimicrobianos nas primeiras 3 horas. Já para pacientes com baixa possibilidade de infecção e sem choque, sugere-se não iniciar antibióticos e monitorar o paciente;
  • Sugere-se contra o uso de procalcitonina em conjunto com avaliação clínica para decidir quando iniciar antibióticos, quando comparado com avaliação clínica isolada;
  • Para adultos com sepse ou choque séptico e baixo risco para MRSA, sugere-se contra o uso de antibióticos com cobertura contra MRSA;
  • Recomenda-se identificação ou exclusão rápida de foco infeccioso em um local anatômico específico que exija controle emergencial e realização do procedimento o mais rápido, quanto logística e clinicamente possível;
  • Para adultos com diagnóstico inicial de sepse ou choque séptico e controle adequado de foco infeccioso, recomenda-se o uso de cursos mais curtos de terapia antimicrobiana. Nos casos em que a duração de tratamento é incerta, sugere-se o uso de procalcitonina e avaliação clínica para decidir quando interromper antibioticoterapia;
  • Para adultos com sepse ou choque séptico, recomenda-se o uso de cristaloides como fluido de primeira linha para ressuscitação, com preferência para cristaloides balanceados, em vez de solução salina normal. Em pacientes que receberam grandes volumes de cristaloides em vez do uso de cristaloides isoladamente, sugere-se o uso de albumina;
  • Para adultos com choque séptico, recomenda-se o uso de Norepinefrina como agente de primeira linha em vez de outros vasopressores. Em pacientes com Norepinefrina em dose superior a 0.5 micrograma/kg/minuto com níveis inadequados de PAM, sugere-se adicionar Vasopressina em vez de aumentar a dose de Norepinefrina. Para os que mantêm níveis inadequados de PAM, apesar do uso de Norepinefrina e Vasopressina, sugere-se adicionar Epinefrina;
  • Para casos de choque séptico e disfunção cardíaca com hipoperfusão persistente, apesar do volume adequado e da pressão arterial, sugere-se adicionar Dobutamina à Norepinefrina ou usar Epinefrina sozinha.

As principais mudanças e recomendações do SSC 2021 foram discutidas em uma série de textos no Portal e as condutas do Whitebook foram revisadas. Manter-se atualizado é sempre importante para que se possa oferecer as melhores práticas aos pacientes.

Textos no Portal PEBMED:

Conteúdos relacionados no Whitebook:

Coautora: Dra. Isabel Mendes, infectologista.

Abraços,

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Referências bibliográficas:

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