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Superutilização de recursos de saúde para dor nas mamas

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Dor nas mamas é um sintoma crônico comum nas mulheres, com prevalência de 52% na população em geral, afetando a qualidade de vida em até 41% das acometidas. Dois terços dos casos são autolimitados. Desde 1998, oito estudos radiológicos relataram incidência de 0 a 1,2% de câncer de mama associado à dor mamária, com um estudo relatando uma incidência de 2,3%. Embora o sintoma não seja conhecido como um sinal da doença, muitas pacientes comparecem em centros de imagiologia para avaliação sendo a queixa principal, dor mamária.

O artigo publicado em julho de 2018 na American Roentgenology Journal avaliou a incidência de mulheres com dor mamária que se apresentaram em um centro de imagem, os achados das imagens, os resultados e os custos da investigação.

Leia mais: Teste genético ajuda na decisão do melhor tratamento para o câncer da mama

Um total de 799 pacientes foram avaliadas. Destes, a dor mamária foi difusa em 30%, focal em 30% e não foi localizada em 40%. Das 799 mulheres, (99%) apresentaram-se para investigação diagnóstica; sendo que 759 (95%) destas avaliadas tiveram resultados negativos. Um correlato ultrassonográfico benigno foi detectado na área da dor em 5% das pacientes (39/799). Em todo o estudo, apenas uma paciente teve um câncer detectado, na mama assintomática contralateral.

Quando as correlações entre dor na mama e a presença de câncer nas pacientes do estudo foram comparadas com a taxa de detecção de câncer na população de rastreamento (5,5 casos por 1000 exames realizados), a dor mamária não foi um sinal de câncer de mama (p= 0,027).
Na população estudada, pacientes com menos de 40 anos (316/799) foram submetidas a um total de 454 estudos por imagem para dor mamária e, nesse contexto, todos os achados foram benignos e o custo desses estudos foi de US$ 87.322.

Pacientes com 40 anos ou mais (483/799) foram submetidas a 745 estudos por imagem, o custo foi de US$ 152.732.

Diante disso, observa-se que a dor na mama que ocorre na ausência de outros sintomas representa uma área de superutilização de recursos de saúde. Dólares gastos para este cuidado contribuiu para um uso ineficaz de serviços de imagem, e isso reflete a prática médica atual. Os centros de Imagem devem considerar alterar seus protocolos e educar os médicos assistentes sobre o diagnòstico da dor na mama.

Os autores deste estudo fazem as seguintes recomendações: para as mulheres que apresentam apenas dor mamária deve incluir uma triagem anual com mamografia caso tenham 40 anos ou mais, e nenhuma imagem deve ser oferecida a pacientes com menos de 40 anos de idade.

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Um comentário

  1. Milton Voss Junior

    A materia descrita pelo Dr Zolder reflete o dia a dia do médico brasileiro: o paciente não quer fazer uma consulta, ele veio para fazer exames ou ele precisa de um atestado medico; se ele então faz uma consulta padrão, otima, exame bem feito, explica com toda calma, pouquissimos pacientes mudam de opinião, eles querem fazer o exame ainda assim (¨querem tirar uma chapa¨); o médico não vae querer comprar uma discussão estressante, uma reclamação feita à chefia ( esta só aparece para dizer que o pessoal lá de cima comunicou que os médicos estão pedindo muitos exames); alem do mais se o paciente desenvolver algum problema no orgão em questão, a situação vae piorar ainda mais para o ¨doutor¨(ninguém sabe o nome do médico..); assim, se apesar de ser um médico honesto, ele não vae gastar todo aquele tempo, se no fim ele vae ter de pedir um exame que ele já sabe que é desnecessário; aí o colega pede 20 a 30% a mais de exames, o Convenio executa e na época do reajuste determina 30% mais 30%.de correção…vejam o meu plano de saude há 25 anos, este ano reajustou em 22% para uma inflação de 3 ou 4%, para onde eu vou com 84 anos de idade? O problema é que num País ( será que a culpa é do Paíz?) onde a corrupção, a mentira e o mal feito tornaram-se a regra, a desconfiança é geral e ninguem liga para nada. O artigo é perfeito. Acontece em todas especialidades. Desculpem o desabafo.

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